20 anos do assassinato do sem terra Antônio Tavares, no Paraná

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Acompanhe aqui as atividades que o MST Paraná e seus parceiros estão fazendo em todo o estado.

A imagem da capa é o local onde fica o monumento Antônio Tavares ao lado de onde ele foi assassinado. Foto: Wellington Lennon


Familias acampadas do MST do Norte do Paraná inauguram centro de produção de alimentos saudáveis para doação nas periferias urbanas da região norte do Paraná

Foto: Elaine Machado

Em Centenário do Sul, famílias moradoras do Acampamento Fidel Castro, prepararam durante a última semana de abril uma área coletiva do acampamento para produção, venda e doação de alimentos agroecológicos.

No sábado, dia 2 de Maio, será feito um mutirão de plantio das mudas e inauguração do Centro de Produção de Alimentos Saudáveis “Antônio Tavares”. Parte destes produtos, serão destinados à continuidade da campanha de solidariedade do MST junto nas periferias urbanas da região, durante os efeitos da crise econômica e da pandemia do novo corona vírus.

A atividade faz parte de uma campanha estadual que ocorrem na mesma data, em memória e protesto ao brutal assassinato do trabalhador rural Antonio Tavares pela Polícia Militar em 2000. Também reforça perante à sociedade o compromisso da produção de alimentos saudáveis para o povo brasileiro.Segundo Ceres Hadich, da Coordenação Estadual do MST, “nosso jeito de rememorar esse passado de luto, é fazer luta pela reforma agrária para uma vida melhor não só para os camponeses, mas para uma vida digna e saudável nas cidades, e isso só é possível com a democratização da terra.”

Há 20 anos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Paraná atravessava um dos momentos mais emblemáticos do processo de violência e de criminalização na luta pela terra. No dia em que aproximadamente 2 mil trabalhadores e trabalhadoras rumavam à Curitiba para participar da marcha pela Reforma Agrária, uma mega-operação policial, ordenada pelo governo estadual de Jaime Lerner, interceptou os ônibus na entrada da capital, na BR-277, usando aparato de guerra, impedindo a chegada dos trabalhadores e promovendo um massacre com centenas de feridos e a morte do sem terra Antônio Tavares Pereira.



O Arquiteto da Violência

Entre 1994 e 2002 ocorreram 502 prisões de agricultores, 324 lesões corporais, 7 trabalhadores vítimas de tortura, 47 ameaçados de morte, 31 tentativas de homicídio, 16 assassinatos, 134 despejos violentos e 1 sequestro. Os dados fazem parte de uma denúncia enviada pelas entidades Terra de Direitos, Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo próprio MST à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos – OEA, em 2003.

Os números explicam porque o governador Jaime Lerner ficou conhecido como “Arquiteto da Violência”, alcunha que dá título a um documentário produzido na época. Confira o vídeo abaixo:


Fotos do ato neste sábado (02) em Campo Largo-PR

Monumento em homenagem ao Antônio Tavares, que fica ao lado de onde ele foi assassinado na região metropolitana de Curitiba.

Foto: Wellington Lenon
Foto: Wellington Lenon
Foto: Wellington Lenon
Foto: Wellington Lenon

Aldeia guarani recebe ajuda do MST em Abatiá-PR

Os assentamentos Rosa Luxemburgo e Ho Chí Minh e acampamento Carlos Marighella, localizados em Congonhinhas, organizaram uma doação de alimentos para a aldeia Guarani Nhandewa, localizada em Abatiá. A ação também se soma às homenagens ao companheiro Antônio Tavares, assassinado pela PM do governo Lerner em 2 de maio de 2000.


Agrofloresta Antônio Tavares, em Cascavel-PR

Foto: Indianara Oliveira

Em homenagem ao companheiro Antônio Tavares, assassinado no dia 2 de abril de 2000, famílias das comunidades; Resistência Camponesa e 1º de Agosto em Cascavel, dão início a uma agrofloresta Comunitária, que vai contemplar uma área de 10 mil metros quadrados.

O local escolhido fica próximo ao acampamento Resistência camponesa e ao lado de onde ocorria a Vigília Resistência Camponesa; Por terra, vida e dignidade a qual denunciava os despejos no estado do Paraná.

A homenagem concretizou-se pelo preparo do espaço que será cultivado ao longo do tempo, iniciada às 10h00 da manhã deste sábado(02/05) data que completa 20 anos do assassinato do lutador, como marco dessa ação e retomada da memória do agricultur, o espaço foi batizado de Agrofloresta Antônio Tavares.


Assentamento Eli Vive realiza atividade com as crianças em memória do Companheiro Antonio Tavares, em Londrina-PR

Neste dia 02 de maio, a comunidade do Assentamento Eli Vive reuniu um grupo de crianças para falar sobre quem foi Antonio Tavares, é em sua homenagem foram plantadas árvores nativas e frutíferas na placa localizada na entrada do asentamento Eli Vive II.


Espaço de produção sem veneno recebe o nome Antônio Tavares, em Maringá-PR

Foto: Antonio Kanova

Neste sábado dia 02, a Escola Milton Santos de Agroecologia, em memória ao assassinato do Antônio Tavares, realizou atividade de batizado do espaço de produção com o nome Horta Antônio Tavares.

Na atividade aconteceu uma mistica, onde foi relembrado o cruel massacre promovido pelo governo do Jaime Lerner, no ano de 2000, contra as famílias Sem Terra na rodovia Br-277, relatado por pessoas que vivenciaram aquele dia e a horta da Escola recebeu o nome de Tavares.

Antônio Tavares tornou-se semente da luta e a escola continua semeando sua memória através da agroecologia.


Entenda o caso Antônio Tavares


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