250 famílias de Maringá e Sarandi recebem alimentos do MST e de pequenos agricultores, no Paraná

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Foram distribuídas 5 toneladas de alimentos, doados por comunidades de 14 municípios no noroeste paranaense. A maior parte dos itens dos alimentos é produzida sem agrotóxico. 

Foto: Dandara Stummer

Para 250 famílias em situação de vulnerabilidade das cidades de Maringá e Sarandi, os próximos dias serão de comida garantida na mesa. Isso porque elas receberam uma cesta com cerca de 20 quilos de alimentos doados por camponeses integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de agricultores familiares. As entregas ocorreram ao longo de todo o sábado (27), em 17 bairros da periferia dos municípios. 

Ao todo, foram distribuídas 5 toneladas (5 mil quilos) de uma grande diversidade de produtos, a maioria produzida sem o uso de agrotóxicos e de forma agroecológica. Estavam entre os itens doados arroz, feijão, fubá, açúcar mascavo, melado, mandioca, coco, batata doce, milho, hortaliças, limão, abacate, abacaxi, laranja, mamão, leite, chuchu, maracujá, pães e ovos.

O fubá está entre os produtos agroecológicos, foi produzido pelas famílias que vivem e trabalham na Escola Milton Santos de Agroecologia, do MST, em Maringá. Também fizeram parte da cesta mil pacotes de açúcar orgânico e 500 frascos de melado orgânico serão doados pelos produtores e produtoras integrante da Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi), localizada no assentamento Santa Maria, em Paranacity. A comunidade tem produção 100% agroecológica e industrializa diversos tipos de produtos.

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Entre as pessoas que receberam a cesta em Maringá estava Yara, acompanhada do filho. Para ela, as doações chegaram em boa hora: “Pra nós está sendo muito importante, principalmente por causa dessa situação da pandemia, onde o trabalho está bem escasso, só com o meu esposo trabalhando um pouco”, conta.

Jackson Silva, integrante da direção do MST no Paraná e produtor agroecológico, frisou a solidariedade como um valor para o Movimento, praticado em todo o Brasil como forma de espalhar resistência e esperança a quem mais sofre com a pandemia. “Pra gente é muito gratificante poder colocar os nossos produtos na mesa das pessoas que estão necessitando neste momento. A nossa luta é emancipadora. A gente tem que massificar, unir o campo e a cidade”.

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Posted by Fotojornalismo Sindical on Saturday, June 27, 2020

A ação de hoje integra uma campanha nacional do MST em solidariedade a quem mais precisa neste período de pandemia. No Paraná, as famílias Sem Terra chegaram a 237 toneladas de alimentos doados, 5.700 marmitas produzidas por militantes do MST e apoiadores, e mais de 600 máscaras de tecido produzidas e distribuídas pelo movimento. 

As iniciativas têm recebido manifestações de apoio de religiosos, artistas e integrantes do próprio Poder Público. Um exemplo chegou nesta sexta-feira (26), com um vídeo gravado por Fábio Alcure, procurador do Ministério Público do Trabalho de Maringá (PR). 

“Venho, através deste vídeo, declarar apoio a essas ações e, mais do que isso, respeito e admiração por essas iniciativas e por esse trabalho que está sendo tão bem feito e que leva não só benefício material direto às famílias atendidas, mas também uma mensagem de solidariedade, de engajamento social, que merece ser conhecida por toda a sociedade brasileira e servir de inspiração para a sociedade civil e também para o Poder Público em nosso país”, disse o procurador, se referindo aos agricultores e agricultoras Sem Terra.

Comunidades de 13 municípios unidas  

A ação deste sábado é resultado da união de centenas de famílias camponesas, moradoras de 13 municípios. Participaram das doações os assentamentos Novo Horizonte, localizado entre as cidades de Santo Inácio e Cafeara;  Norte Sul, município de Santo Inácio; Salete Strozake, Mascote, União Santa Adélia, município de Itaguajé; Mãe de Deus, município Jardim Olinda; Taperivá, município de São João do Caiuá; Santa Maria, de Paranacity; Padre Josimo, Cruzeiro do Sul; Escola Milton Santos de Agroecologia, de Maringá. Agricultores familiares agroecológicos dos municípios de Kaloré, Marumbi, Jandaia do Sul, Mandaguari e Marialva também participaram da ação.

Também contribuíram com a iniciativa o Núcleo Sindical de Maringá do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Água, Esgoto e Saneamento de Maringá e Região Noroeste do Paraná (Sindaen).

Em Maringá, as doações ocorreram no Núcleo Social Papa João XXIII e atenderam moradores do Jardim São Jorge, da Vila Vardelina. Já em Sarandi, as entregam foram no pátio da Escola Irmã Maria Antônia, onde fica a sede da PROMEC – Proteção ao Menor Carente de Sarandi, entidades que contribuiu com o cadastro das famílias mais necessitadas de 16 bairros do município.

No domingo (28), famílias do MST também farão doações de alimentos em bairros de Loanda e de Santa Isabel do Ivaí. Os produtos estão sendo reunidos por famílias assentadas dos municípios de Querência do Norte, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Mônica, Planaltina do Paraná e Amaporã, localizados no noroeste do estado.

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