30 dias de resistência em Curitiba na defesa da liberdade de Lula

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Militantes se revezam há um mês em acampamento e vigília na região da sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula é mantido preso

Nesta segunda-feira, 07 de maio, os movimentos sociais e sindicais que militam em defesa da liberdade do ex-presidente Lula completam um mês de resistência com programação diária cultural, política e de formação na Vigília Lula Livre.

Milhares de pessoas, de todas as regiões do país, se revezam em caravanas que chegam a Curitiba para permanecerem acampadas e manterem as atividades da Vigília desde o bom dia, Lula, até o boa noite.

O ex-presidente está mantido isolado, numa cela adaptada na sede da PF, sem convivência com outros presos e com visitação restrita a familiares e advogados. Somente na semana passada ele começou a receber a visita de amigos, sob a condição de negociar seu tempo disponível para familiares.

O Acampamento Lula Livre foi montado na noite de 7 de abril, quando Lula saiu da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, carregado por um mar de gente, para embarcar no helicóptero que o levaria a Curitiba. Naquela noite, uma manifestação de apoio da população ao ex-presidente foi reprimida com violência pela PF e dali na militância não saiu mais.

Respeitando o cordão de isolamento imposto por um interdito proibitório da Prefeitura, que estipula multa diária milionária, os manifestantes batizaram de Praça Olga Benário o entroncamento de dias esquinas onde, desde aquele dia, uma caixa de som, microfones e tendas improvisadas recebem atos políticos e canções de resistência.

Duas semanas depois o Estado interferiu novamente, ameaçando com a aplicação da multa num momento que cerca de mil pessoas mantinham o acampamento nas ruas e nas calçadas, com estrutura de banheiros e cozinhas coletivas, fazendo do acampamento um ponto de referência para todas as esquerdas, justo em Curitiba, antes a terra da Lava Jato.

Com um acordo pela não execução da multa e do interdito, os movimentos sociais foram realocados de forma definitiva num terreno, não tão próximo, mas formalizando por lá o que hoje de configura no Acampamento Marisa Leticia.

Do acampamento anterior, em direção à sede da PF, foram mantidas as barracas de organização e a Vigília Lula Livre. Quem quiser conferir, basta ir até a rua Guilherme Matter, no bairro Santa Cândida, e acompanhar a programação de resistência.

O Terra Sem Males acompanha a Vigília Lula Livre diariamente. As abordagens podem ser lidas na categoria Acampamento Lula Livre e todas as fotos estão disponíveis na fanpage, por onde também são transmitidas as entrevistas da Casa da Democracia.

Por Paula Zarth Padilha
FETEC-CUT-PR

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