A Canastrinha do Jair

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Por Fernando Lopez

Quem leu o Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, ou assistiu à maravilhosa série infantil exibida na Globo nos anos 80 deve se lembrar da Emília, a bonequinha espevitada e de sua canastrinha.

A canastrinha da Emília era um porta-trecos onde ela guardava ideias, palavras, sentimentos e ali buscava inspiração para novas estórias, mirabolantes aventuras nas quais se envolvia e levava junto toda a turma do Sítio.

Parece que o genocida que temporariamente ocupa a Presidência, assim como a boneca de pano, também tem a sua canastra de ideias.

Toda vez que precisa dar respostas concretas para algum problema grave, desses que estão destruindo o país, ele abre a canastrinha e de lá tira uma ilusão.

Dessa caixinha já saíram as ideias mais absurdas, as mentiras mais deslavadas, lorotas, lorotas e mais lorotas.

A última a sair da canastra do Jair é a estória de um mago muito rico, que vai reduzir o número crescente de mortes caudadas pelo vírus – não fazendo uso da ciência e das boas práticas sanitárias – mas alterando a matemática, reescrevendo a realidade, jogando pó de pirlimpimpim nos obituários.

As reinações de Bolsonaro ainda vão matar milhares de pessoas, o futuro é totalmente incerto. A única certeza é que independe da gravidade da situação, Bolsonaro continuará buscando soluções no fundo de sua canastrinha, o porta-trecos das piores ideias.

*Fernando Lopez é colunista do Terra Sem Males e idealizador do Social Lista.

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