A DIFERENÇA ENTRE A REVOLUÇÃO NA VENEZUELA E O QUE VOCÊ VÊ POR AQUI

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Encerramento do 3º Seminário de Imprensa Sindical, em Florianópolis-SC, aborda mudanças na Venezuela de Chávez e Maduro

Na manhã desta sexta-feira, 25 de setembro, a jornalista venezuelana Esther Tamar Quiaro e a jornalista brasileira Elaine Tavares falaram sobre a comunicação na Venezuela num cenário que elas descreveram como processo de revolução que ainda está em andamento.

“Na Venezuela, as pessoas assumem seu lado, contra ou a favor do governo, e convivem diariamente nos mesmos ambientes. A Esther pega elevador com colegas que pensam diferente dela”, exemplifica Elaine.

Esther é radialista de uma emissora que não é estatal e defensora do governo Maduro. Na Venezuela há pluralidade e quantidade de veículos de comunicação que atuam livremente. Em seus relatos percebe-se a devoção do povo venezuelano pelas ações promovidas por Hugo Chávez.

Durante os debates, o Terra Sem Males fez duas intervenções: Joka Madruga falou sobre sua viagem à Venezuela em 2012 e 2013 e sobre a enorme quantidade de jornais que encontrou circulando livremente pelo país em plena campanha presidencial. Ele relatou que se impressionou também com a politização das pessoas em quaisquer ambientes.

Eu pedi para Esther solidarizar com a plenária mais informações sobre o funcionamento das comunas e pedi para que Elaine explicasse o porquê a mídia brasileira se restringe a publicar fotos de prateleiras de mercados vazias naquele país, qual seria esse interesse em retratar a Venezuela dessa forma.

Esther explicou que de maneira nenhuma o povo passa fome. Que alimentos são subsidiados e de fácil acesso, principalmente para a população mais pobre. Ela explicou, inclusive, que os mais pobres têm acesso mais facilitado à carne, por exemplo, do que as pessoas de classe média. Ou seja, luta de classes. E que a falta de produtos industrializados no país é principalmente de limpeza, são produtos importados e que são retidos por distribuidoras do país numa forma de boicote de grandes empresários ao governo bolivariano.

 Sobre as comunas, Esther explicou que são organizações comunitárias que beneficiam não só os mais pobres, mas que existem em todos os bairros, e que dessa forma o governo facilita o acesso ao crédito, de maneira justa, para ações de melhoria da qualidade de vida.

Finalizando, Elaine Tavares classificou as ações da mídia para divulgar a Venezuela como reação ao processo de revolução que está em curso. E que o Brasil ainda vai demorar muito tempo pra chegar lá.

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

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