Ao apagar das luzes, prefeito de Curitiba assina decretos

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A criança mimada, dona da bola, perde o jogo, pega a bola e vai embora vitorioso! 

Mal sabe que, quem ri por último, ri sozinho. 

E assim se comportou o prefeito Gustavo Fruet em seus últimos momentos. 

Recusou-se a publicar os três decretos que editei: 1. Declaração de utilidade pública de área na CIC, onde vivem mais de 1300 famílias em alta vulnerabilidade social. O decreto não acarreta o gasto de um centavo, apenas apazigua um conflito de terras. A desapropriação é um novo passo e que poderá ocorrer na gestão que inicia em 2017 ou até mesmo na próxima. 2. Trata de um busto em homenagem a um dos maiores advogados de trabalhadores do Brasil, o paranaense Edésio Franco Passos, histórico na luta contra a ditadura militar e que esteve muito à frente do seu tempo, influenciando diversas gerações. E por fim, o terceiro decreto que determinava a retirada das anotações de falta ao trabalho dos servidores municipais da educação, saúde e guarda que participaram de greve, no período de 2014 e 2015. Não se referia, portanto, ao abono de faltas, o que, nesse caso, geraria custos ao município.

Pois bem, nos últimos minutos do último dia do seu governo, reescreveu esse decreto 1396/2016 (que dispõe justamente sobre a retirada das anotações de falta ao trabalho dos servidores municipais que participaram de greve em 2014 e 2015) e publicou-o, só que desta vez assinado por si. 

Que feio!

Parabéns aos funcionários e ao Sismuc!

Mirian Gonçalves, vice-prefeita de Curitiba.

Foto: Jader Rocha

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