Assembleia avalia primeira semana de greve dos trabalhadores da Urbs

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Grevistas trabalham identificados para cumprir determinação judicial. Foto: Vanda Moraes.

Está agendada para a tarde dessa sexta-feira, 31, a assembleia que irá avaliar a primeira semana de greve; organizar a continuidade da paralisação e deliberar a respeito da contraproposta da empresa.

A assembleia ocorre às 16h00 na Sede URBS Rodoferroviária. Sendo assim, os postos de trabalho que estão em funcionamento em cumprimento da liminar serão fechados às 15h30 para que os trabalhadores possam participar da assembleia e da decisão a respeito da continuidade da greve.

Ou seja, os trabalhadores que estão em greve, mas estão trabalhando dentro do contingente mínimo de 50%, deixarão seus postos de trabalho e irão até a sede URBS Rodoferroviária para a assembleia.

Os trabalhadores contam com a compreensão da população. Desculpe-nos o transtorno. Estamos lutando pelo reajuste salarial digno,  pela manutenção dos direitos já conquistados e pela prestação de serviços públicos de qualidade.

Mesa Redonda

Está agendada, também, para a tarde de hoje, uma mesa redonda junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

A mesa redonda entre o Sindicato e empresa ocorrerá às 14h00min e deverá debater, com a mediação da SRTE, a continuidade da greve e as reivindicações dos trabalhadores.

A expectativa da direção sindical e dos trabalhadores é que, dessa vez – e pela primeira vez -, o presidente da URBS esteja presente para debater o futuro dos trabalhadores e da prestação dos serviços públicos.

Isso porque, desde o início da negociação em março de 2015, o presidente não participou de nenhuma reunião de negociação, seja daquelas realizadas diretamente com a direção do SINDIURBANO-PR, seja as mesas redondas mediadas pela SRTE.

Nessa reunião deverá ser fechada a contraproposta que será levada à assembleia dessa tarde.

Reivindicações

O SINDIURBANO-PR deixou claro à direção da empresa a decisão dos trabalhadores de não aceitarem qualquer proposta que não contemple, no mínimo, o reajuste dos salários e dos benefícios, entre eles o vale alimentação e a cesta de alimentos.

Além disso, esse reajuste deverá ser aplicado em parcela única e de forma retroativa a maio de 2015, quando é a data base dos trabalhadores da URBS.

Os trabalhadores defendem, ainda, que esta contraproposta deve incluir a retirada da ação judicial que originou a liminar determinando o contingente mínimo de trabalhadores que devem trabalhar durante a greve, bem como, compromisso da empresa de não descontar os dias em que os trabalhadores estão parados por conta da greve.

Por Vanda Moraes
Sindiurbano

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