Ato relembra massacre do dia 29 de abril

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Em Curitiba, 10 mil pessoas relembram o massacre de 29 de abril e integram o Dia Nacional de Paralisação. Foto: Joka Madruga/APP Sindicato

Na manhã desta sexta-feira, 29 de maio, mais de 10 mil pessoas participaram de caminhada entre a Praça 19 de Dezembro e o Palácio Iguaçu, percorrendo as ruas do Centro Cívico em memória ao massacre contra os professores, ocorrido há um mês.

A data coincidiu com o Dia Nacional de Paralisação chamado pelas centrais sindicais, em protesto contra o projeto de lei das terceirizações, aprovado na Câmara Federal e em tramitação no Senado, e contra medidas provisórias do governo federal que mudaram regras de benefícios previdenciários e pagos aos trabalhadores.

Trabalhadores de diversas categorias foram às ruas e, ao lado de estudantes, mais uma vez entoaram o “Fora Beto Richa”, pedindo justiça e responsabilização nas ações que ocorreram no dia 29 de abril, quando a polícia militar utilizou balas de borracha, bombas de efeito moral, gás de pimenta e outros artifícios promovendo a violência contra os professores que queriam acompanhar a votação do projeto de lei que alterou as regras previdenciárias dos servidores públicos do estado. A ação durou mais de duas horas de ataque ininterrupto e teve um saldo de mais de 200 feridos. Diversos órgãos de fiscalização ainda investigam o que ocorreu no chamado Massacre do Centro Cívico.

A greve dos professores continua e junto com outras categorias de servidores públicos do Paraná já dura mais de 30 dias. A pauta é pela data-base dos servidores, que reivindicam a reposição da inflação no período, de 8,17%, mas o governo primeiro ofereceu 5% e agora vai mandar para votação na Assembleia Legislativa, na próxima segunda-feira, 01 de junho, uma proposta de reajuste de 3,45% em três parcelas, de setembro a novembro, e ainda, propondo a mudança da data-base para janeiro de 2016 e só então uma promessa de reposição da inflação.

Para o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, o Paraná está passando por uma ditadura civil, comandada pelo governador Beto Richa. Ele afirmou, de cima do caminhão de som, que a categoria não vai se submeter a ameaças de que vai continuar mobilizada. A APP está convocando todos para uma mobilização em frente a Alep para acompanhar a votação do dia 01 de junho.

Ato na Assembleia Legislativa – Quando a passeata chegou na Praça dos Três Poderes, os manifestantes soltaram rojões e balões brancos e produziram um mural com marcas de mãos vermelhas, simbolizando o sangue derramado dos professores no dia do massacre. Todos foram convidados a deixar mensagens no mural que estava exposto nas grades da Casa do Povo.

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

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