Contra a violência e pela educação, manifestantes tomam as ruas de Curitiba

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Curitiba, 30 de agosto de 1988. A democracia brasileira em vias de se reestabelecer sofre um duro golpe. Educadoras e educadores que protestavam em frente ao Palácio Iguaçu foram surpreendidos e massacrados pela cavalaria da Polícia Militar.

Curitiba, 30 de agosto de 2018. Parte daqueles que viveram o massacre de 30 anos atrás e outras milhares de pessoas tomaram as ruas da capital para lembrar não só daquela atrocidade, mas de tantas outras vividas de lá pra cá. Outro tema bastante abordado foi a defesa dos serviços públicos.

A manifestação, com concentração na Praça Santos Andrade, reuniu manifestantes de todas as partes do Estado. Eram professoras, funcionários de escola, servidores públicos de diversas categorias e a população de maneira geral. Todos dispostos a aproveitar a data para dizer que a resistência continua.

Por todos os cantos era possível ver ligações do massacre de 1988, ordenado pelo então governador Álvaro Dias, e o de 2015, arquitetado por Beto Richa. Além da violência contra manifestações pacíficas, também houve menções à violência contra as mulheres, maioria entre os educadores.

Nunca mais – Parte das intervenções buscaram denunciar à população quem foram os mentores da violência. Bonecos, máscaras e tudo mais que a criatividade permitiu fazia alusão à imagem de Dias, Lerner, Richa, Borghetti, Ratinho, Temer entre outros políticos.

Opressão – Não só por ser vice de Beto Richa, Cida Borghetti foi bastante hostilizada por não ter encerrado o processo de penalização de educadores e estudantes que participaram das ocupações em 2016, que disseram não às mudanças no Ensino Médio e a EC 95, que congelou investimentos em saúde e educação por 20 anos.

Reposição – Em reunião entre a APP Sindicato, que representa os profissionais da rede pública estadual de ensino, e a Secretaria de Educação, ficou estabelecido que não serão lançadas faltas para professores e funcionários que paralisaram as atividades. Eles vão poder repor o dia de trabalho e a organização desse processo ficará a cargo das escolas.

Texto e fotos: Marcio Mittelbach

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