Cozinhas comunitárias se fortalecem em período de pandemia

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O momento de crise econômica, política e sanitária pauta novas ações nas periferias das capitais

Por Pedro Carrano, no Brasil de Fato PR | Foto: Giorgia Prates

Uma das ações organizativas em comunidades de Curitiba e região são as cozinhas comunitárias. Em Curitiba, um incentivador dessas realizações, a partir do fornecimento de alimentos da agricultura familiar, é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que toda quarta-feira prepara cerca de mil marmitas, entregues gratuitamente para a população em situação de rua no centro da cidade e também em comunidades organizadas na capital, Campo Magro e Araucária. 

Um desses exemplos de solidariedade é a recente União de Moradores/as e Trabalhadores/as (UMT), surgida no bairro Novo Mundo, no Bolsão Formosa, onde cinco associações de moradores se apoiam. Até o momento foram entregues duas mil marmitas na região. O planejamento aponta para a construção de três cozinhas nesses locais. 

A moradora Juliana Santos é participante e divulgadora da experiência, que beneficia famílias locais, carrinheiros de passagem e moradores em situação de rua. “Achei muito bom por ter sido a primeira experiência. Independentemente de o governo estar ajudando ou não, mostra para as pessoas que estamos tentando ajudar”, avalia. 

A experiência de solidariedade incentivada pelo MST e pela campanha Periferia Viva acontece em todo o país. Notícias podem ser encontradas de Florianópolis (SC) a João Pessoa (PB). 

O que é o Periferia Viva?

Campanha de solidariedade nacional. Envolve organizações como MST, MPA, Levante Popular da Juventude, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Consulta Popular, entre outros. 

Pão comunitário 

A partir das doações comunitárias, na Vila Pantanal, no bairro Boqueirão, na Região Sul de Curitiba, a cozinha comunitária surgiu no final de março, e seis mulheres realizam duas vezes na semana, ao final do dia, a produção de pães e marmitas para a comunidade. “Todas as pessoas que recebem e que produzem criaram uma relação muito boa”, avalia Vanda de Assis, assistente social e militante popular. 

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