Curitiba receberá o IV Encontro da Rede Paranense de Teatro de Rua

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Foto: Leandro Taques

O evento acontecerá de 13 a 16 de setembro e contará com a participação de grupos de teatro de rua de Curitiba, Londrina e Maringá, que se reunirão em plenárias para debater sobre políticas públicas e sobre as demandas do trabalhar com arte nas ruas. Além das plenárias, haverão intervenções e apresentações artísticas gratuitas e abertas ao público, nas Ruínas São Francisco, na rua XV de Novembro, no espaço Marielle Franco e na Vigília Lula Livre, movimentando a cena cultural da cidade e promovendo um intercâmbio entre artistas do Paraná. No sábado pela manhã, será feito o tradicional cortejo do Encontro, com trabalhadors e simpatizantes das artes, especialmente, as artes nas ruas.

O evento é co-produzido por coletivos de Curitiba, realizado de maneira independente e colaborativa e tem o apoio da Padaria América e MST, principal apoiador do evento; que disponibilizará o espaço para a realização das plenárias e dará toda a estrutura de alimentação e hospedagem aos artistas.

A Rede Paranaense de Teatro de Rua (RPTR) faz parte da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), uma rede nacional que se subdivide em redes estaduais. A RBTR é uma organização horizontal, inclusiva e não hierárquica, que, desde 2007, luta por políticas públicas culturais, em âmbito municipal, estadual e federal. Seu papel consiste em ampliar reflexões e possibilidades para o teatro de rua, com encontros, movimentos e ações artísticas e políticas por todo o Brasil. Assim, todos os anos acontece um encontro nacional, da rede brasileira e um encontro em cada rede estadual, para articular as demandas regionais.

Na Rede Paranaense, foram realizados três encontros até o momento: em Cascavel (2016), Londrina (2017) e Maringá (2018). Em 2019 será a primeira vez que o evento acontecerá na capital.

Realizar esse Encontro em Curitiba é de extrema importância, por trazer à capital questões de grupos das cidades do interior e por somar força aos enfrentamentos dos artistas daqui. Especialmente nesse momento, em que a prefeitura e alguns empresários fecham o cerco contra os artistas de rua da cidade, em um movimento que intensificou em janeiro deste ano, quando veio à tona um decreto sigiloso e inconstitucional do prefeito Rafael Greca, colocando várias restrições que inviabilizam o trabalho dos artistas. As repressões seguem até hoje, incluindo ameaças e prisões de músicos e seus equipamentos de trabalho e a recente agressão de um transeunte da rua XV contra o Palhaço Chameguinho. No próximo final de semana, os olhos de uma rede nacional, com mais de 200 grupos de todos os estados brasileiros, estarão voltados para a capital do Paraná, que é conhecida por sediar um dos maiores festivais de teatro do Brasil e que tem uma gestão que se diz “amante da arte e da cultura”, que se promove com a arte elitista, mas que marginaliza e tenta extinguir o teatro de rua.

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