De mão dadas

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Por Fernando Lopez

FHC, o privatista babão, publicou textinho intitulado “Vamos todos dar as mãos pela democracia”, e eu já de pronto respondo: passo, dispenso, no thanks.

Primeiro que mãozinha que mamãe lavou não é pra pra ser dada pra qualquer um, principalmente se esse um for golpista lesa-pátria, entreguista afrancesado que desiberna de quando em quando pra nos lembrar que as sete pragas que pincharam sobre o Brasil não começaram com esse gafanhoto verde-oliva que hoje pragueja no Alvorada.

Segundo que tem que definir melhor essa tal de democracia aí, talkei? O decano da imoralidade pública fala de que democracia? Da democracia onde poucos tem de um tudo e muitos quase nada?

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Difícil defender uma democracia onde se vende, pra Coca-Cola, a água que o povo bebe. Uma democracia onde preto sai na rua pra virar estatística, vira-e-mexe encontrado por bala perdida de fuzil do Estado. Democracia onde direitos são combatidos como se fossem privilégios e privilégios defendidos como direitos?

É impressão minha ou “defender a democracia” virou sinônimo de manter o status quo, o sistema de castas do qual o Príncipe dos Sociólogos é expoente?

Mas isso é assunto pra outro texto, em outro contexto.

Falo aqui do convite em si, do “vamos dar as mãos”.

Quando eu vejo um dinossauro da pior política, ex-presidente de más memórias falar em união pela democracia me dá uma vontade de “gorfá”, como se diz no mato. Estará ele falando da democracia que ajudou a destruir?

O que seu partido fez contra Dilma não classifica como ataque à democracia?

Gente como FHC se apimponeia toda para falar em democracia. Botam a melhor roupa, passam batom e blush. Mas o que sai pela boca não condiz com o que fizeram no passado.

Essa gente rasgou o contrato social. Picaram e jogaram os pedaços, como confetes, pelas janelas dos prédios da Paulista.

Desrespeitaram o voto de milhões, fizeram da democracia pano de chão; e agora que deu ruim, pedem união? Como se unir com quem criou as condições para que hoje a democracia agonize?

Pardonne moi, FHC, mas dar as mãos pra golpista, para defender a democracia é meio demais. Não force a barra.

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