Democracia em Rede debate importância do fotojornalismo na Vigília Lula Livre

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Tema foi abordado na tarde desta terça-feira, 14 de maio, na Casa da Democracia, em Curitiba

O repórter fotógrafico Joka Madruga, do Terra Sem Males e da Agência PT, a fotógrafa Giorgia Prates, do Brasil de Fato Paraná, e o comunicador Eduardo Matysiak, da Agência PT, foram os entrevistados do programa de audiovisual online Democracia em Rede sobre o tema fotojornalismo de resistência na Vigília Lula Livre.

Para se ter uma ideia da dimensão da produção de conteúdo coletivo não comercial produzido pelos diversos coletivos que atuam na cobertura colaborativa da Vigília Lula Livre e do Acampamento Marisa Leticia, Joka Madruga afirmou que somente ele fotografou mais de 150 pautas nesses 38 dias de mobilização. A vigília teve início na noite de 7 de abril, data em que o ex-presidente Lula se apresentou à Polícia Federal em Curitiba, onde é mantido como preso político.

Os participantes falaram sobre a importância de documentar a vigília, sobre a motivação de participarem desse espaço coletivo de comunicação, de experiências anteriores e de seus retratos preferidos no contexto da Vigília.

Para Joka Madruga, que é Diretor de Imagem do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), registrar a vigília nesses 38 dias representa atuar para que a ideia de Lula não morra e essa dimensão é efetivada nos retratos, momentos e atos em defesa de sua liberdade, de sua inocência e do direito do ex-presidente ser candidato nas eleições de outubro de 2018. Um exemplo de como esse trabalho é feito, foi quando contou sobre seu retrato preferido, de um senhor que é morador do Vale do Jequitinhonha, que afirmou em entrevista que veio a Curitiba em apoio a Lula porque foi em seu governo que foi colocada energia elétrica em sua casa.

Para Giorgia Prates, os retratos também são aprofundados pelas histórias de vida de todas as pessoas. “Cada pessoa que está aqui tem um contexto, um histórico. A palavra que mais ouço aqui é gratidão e a gente percebe a grandeza desse momento”, relatou.

Eduardo Matysiak falou sobre a possibilidade de conviver, compartilhar e aprender coletivamente com fotógrafos experientes e históricos e também sobre o alcance da produção de conteúdo viabilizada pelos grupos de comunicadores que utilizam o whatsapp como ferramenta de divulgação.

Os três comentaram sobre suas experiências anteriores com coberturas colaborativas, entre elas o Circo da Democracia, a Caravana Lula pelo Brasil, as Jornadas de Agroecologia, os encontros nacionais do Movimento dos Atingidos por Barragens e dos congressos do MST.

Para finalizar, Giorgia falou sobre os momentos de dificuldade, como no dia das bombas, em que largou o equipamento para ser solidária e ajudar pessoas caídas e machucadas, mas também relatou como é ser mulher negra na cobertura de atos, fato que também se repetiu na vigília. “Por que tem espaços que não posso entrar? Por que tem espaços que alguém vem me tirar?”.


A íntegra do programa, que é transmitido ao vivo diariamente, pode ser conferida neste link

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

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