Dia Nacional de Luta defende democracia e empresas públicas brasileiras

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Reforma política, direitos dos trabalhadores, democracia e Petrobras 100% pública serão defendidas em atos que serão realizados em todo o país, no próximo dia 13.

A sexta-feira que cai no dia 13 nem sempre é sinônimo de azar. É também dia de luta. Prova disso são as manifestações em defesa do Brasil que estarão sendo realizadas em todo o país nesta data.

Em Curitiba, a concentração para o ato do ‘Dia Nacional de Luta em defesa da democracia, da reforma política, da classe trabalhadora e da Petrobras’ se dará na Praça Santos Andrade, a partir das 17h.

Mais de 50 entidades, entre movimentos sociais e populares e sindicatos ajudam na organização do evento na capital paranaense.

Anacélie Azevedo, diretora de Formação Sindical e de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro – PR & SC), explica que as 4 principais pautas do ato estão diretamente relacionadas.

Os recentes escândalos envolvendo a Petrobras, empresa estatal de economia mista, trouxeram questionamentos ao regime político do país, ao mesmo tempo em que revelaram a necessidade de uma mudança no sistema político brasileiro. Tais escândalos também são seguidos da possibilidade de privatização da empresa que, entre outras coisas, afetaria diretamente os trabalhadores.

Pelo fim do financiamento privado

Empresas relacionadas ao esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal – e que envolve também a Petrobras – são as principais financiadoras de campanhas políticas durante períodos eleitorais. Com isso, fica cada vez mais clara a necessidade de uma reforma política no país.

O fim do financiamento privado e empresarial das campanhas e o teto de gastos são alguns dos pontos a serem conquistados que poderão ajudar no combate a corrupção. No entanto, para que essa mudança reflita as demandas do povo, é necessário que a reforma política preveja a participação popular – daí a necessidade da implementação de uma reforma por meio de uma Constituinte Exclusiva e Soberana.

Em setembro do ano passado, mais de 8 milhões de pessoas votaram a favor da Constituinte do Sistema Político brasileiro.

Nenhum direito a menos

A constituição do parlamento mais conservador e reacionário dos últimos anos também reflete o momento político pelo qual o país atravessa. Pontuais manifestações a favor da volta de um governo militar revelam um possível ataque ao país democrático.

Por isso, o ato defende o fortalecimento do sistema político atualmente implantado no Brasil. A democracia pressupõe o direito de escolha e o respeito pelas decisões eleitorais do povo.  “Não quer dizer que não façamos críticas ao governo”, explica Anacélie.

Prova disso é a defesa pelos direitos dos trabalhadores, ameaçado com as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença. Tais medidas, editadas pela presidenta da república, são vistas como ataques a direitos já conquistados.

Empresas estatais

A defesa pela Petrobras é uma importante bandeira desse Dia Nacional de Lutas.  A diretora de formação sindical do Sindipetro lembra que, apesar de estar constantemente na mídia em razão de escândalos, a empresa possui grande influência econômica no país. Segundo ela, a Petrobras contribuiu para diminuir impactos de crises que cercaram o Brasil nos últimos anos.

A empresa e seus trabalhadores não podem ser culpados pelos erros de gestores. Ela é vítima, e não culpada, dos escândalos que são noticiados e que tentam enfraquecer a imagem da estatal.  A Petrobras gera cerca de 1,5 milhões de empregos e injeta diariamente R$300 milhões no país – o que resulta na geração de riquezas que representa 13% do PIB brasileiro. “O capital externo está de olho nisso e no petróleo”, avalia Anacélie.

Os trabalhadores da empresa condenam a forma como o nome da companhia vem sendo desmoralizado. Por isso, organizações sindicais estarão lutando pela defesa da estatal no dia 13.

No Paraná, o ato também traz para a luta a defesa da instituição financeira Caixa Econômica Federal, para que seja 100% pública. No fim do ano passado, a predisenta Dilma Roussef anunciou que iria abrir o capital do banco público, que é o maior da América Latina.

Venha você também lutar em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da Petrobrás, da democracia e da Reforma Política.

Participe!

Data: 13 de março de 2015
Horário: 17h
Local: Praça Santos Andrade – Centro – Curitiba

Fonte: Cefuria

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