Direção da UTFPR persegue servidores e estudantes com sindicâncias contra as ocupações

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Seis portarias recentemente publicadas na UTFPR abrem sindicância contra estudantes que participaram da ocupação da universidade em 2016 e contra professores que mediaram conflitos

A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR – Andes) lançou um Manifesto contra a criminalização dos estudantes que ocuparam a UTFPR e dos servidores públicos que atuaram na mediação da ocupação, uma entre as mais de 1.000 ocupações de escolas e universidades no Estado no ano de 2016, que se espalhou por diversas regiões do Brasil, em defesa do ensino público de qualidade. O mesmo processo de ocupação ocorreu na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

De acordo com o manifesto da APUFPR, “a atual reitoria e o diretor-geral do Campus da UTFPR/Curitiba decidiram criminalizar o movimento de ocupação, implementando um grave processo de perseguição aos estudantes e também aos servidores que mediaram os conflitos oriundos desta ocupação”.

As ocupações eram uma tentativa de alertar a população sobre a PEC, enviada por Temer ao Congresso, que congelou os gastos públicos em saúde e educação por 20 anos, foi aprovada, implementada e já apresenta graves consequências, como a ameaça de fechamento da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e as informações de que diversas outras universidades federais só têm verba para funcionar até o final de 2017, conforme preveem os orçamentos disponibilizados após aprovação da PEC do Fim do Mundo.

A reitoria e a direção geral da UTFPR publicaram seis portarias (130, 308, 309, 310, 311 e 324) que determinam sindicâncias internas para criminalizar e punir estudantes que ocuparam a UTFPR e servidores e professores que mediaram conflitos da ocupação.

Foto: Rodolfo Stanski
Terra Sem Males

 

 

 

Um comentário em “Direção da UTFPR persegue servidores e estudantes com sindicâncias contra as ocupações

  • 7 de setembro de 2017 em 22:57
    Permalink

    Prezados,
    Enquanto servidor de outra instituição e ex-CEFETIANO temos a obrigação de administrar alguns remédios amargos E quem conhece o Diretor Geral do Campus Curitiba está apenas fazendo a sua obrigação enquanto servidor público.

    Resposta

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