Enfermagem: quem cuida precisa de apoio

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Entre os dias 12 a 20 de maio celebra-se a semana da enfermagem. O Brasil tem cerca de 1,6 milhões de profissionais ligados à enfermagem, de acordo com pesquisa da Fiocruz.

A equipe de enfermagem é composta pelos profissionais que trabalham em diferentes ramos: privado, público, empresarial e no atendimento domiciliar. Atuam profissionalmente em 11 áreas básicas de atuação.

A sobrecarga é uma das tristes marcas do profissional, transitando entre trabalhos de baixa, média e alta complexidade, sujeitos a ausência de acompanhamento profissional, e ao adoecimento por doenças em local de trabalho.

A equipe de enfermagem recebe o reconhecimento da comunidade e do bairro pelo carinho e envolvimento, pelo trabalho de cuidado e atenção com as pessoas, o que se materializa em políticas tais como Estratégia em Saúde da Família (ESF).

É fato que a categoria sofre também com os problemas decorrentes da opressão de gênero, devido ao fato de a maioria ser composta por trabalhadoras, o que acaba privilegiando mais a profissão masculina do médico em comparação com a enfermeira.

Há também os riscos à Saúde do Trabalhador e à geração de doenças do trabalho, tais como Ler/Dort nos braços devido ao trabalho repetitivo e intenso – sem assistência no processo de tratamento da doença. Além de prejuízos à saúde mental, por lidar diariamente com situações de doenças e morte A categoria em sua maioria, no estado e na capital curitibana, é feminina – apesar de, nos órgãos e conselhos de enfermagem, a representação ser, em sua maioria, masculina nas direções.

Fonte: Pesquisa Perfil de Enfermagem no Brasil 2015 | Fiocruz e Cofen

Servidoras de Curitiba lutam por direitos

A categoria da enfermagem é composta pelos seguintes profissionais: auxiliares, técnicos e enfermeiros, de acordo com a lei 7.498. O quadro de ser­vidores está distribuído nos diver­sos equipamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

O problema é que existem gra­ves desigualdades de remuneração entre esse segmento e outros pro­fissionais da saúde, caso de médi­cos e dentistas, além de problemas na jornada de trabalho.

A Prefeitura fez uma Lei (14507), em 2014, possibilitando a transição de auxiliares para técnico em enfer­magem, o que deu a oportunidade para os profissionais terem a valori­zação e atuarem enquanto técnicos. Mas a gestão não cumpriu e segue não cumprindo essa lei.

A Prefeitura está usando um profissional sem pagar pelo seu serviço, que é o auxiliar que deve­ria estar atuando como técnico. “A prefeitura jogou todo mundo como técnico, inclusive quem não tem ha­bilitação para isso, sem o devido pa­gamento”, afirma Irene Rodrigues, coordenadora geral do Sismuc.

A luta da enfermagem por igualdade. Enfermeiras e enfer­meiros lutam pelos mesmos 80% na gratificação por atuação na Es­tratégia em Saúde da Família (ESF) que médicos e dentistas recebem.

Os trabalhadores já manifestaram sua indignação com a pendência da isonomia com médicos e dentistas, prometida em mesa de negociação desde 2013.

Outra pauta abandonada até o momento e que compromete a igualdade na Saúde é o adicional por risco de vida. Hoje, médicos e dentistas levam integralmente o adicional na aposentadoria, en­quanto enfermeiros têm apenas o proporcional ao tempo de serviço.

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Imprensa Sismuc
Ilustração: CTRL S

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