Esposa de Moro descende de família oligárquica do Paraná, afirma sociólogo

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Rosangela Wolff de Quadros é parente do prefeito de  Curitiba Rafael Greca.                                     

O sociólogo Ricardo Costa Oliveira realiza pesquisa de mapeamento das elites paranaenses. Em seu trabalho de decifrar a árvore genealógica das elites dominantes, ele revela que o Paraná é um estado com pouca renovação política e de grandes oligarquias no campo, na justiça e outras instâncias de controle social.

Dessa vez, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) traçou o perfil familiar da esposa do juiz Sérgio Moro. Rosangela Maria Wolff de Quadros tem ligações antigas com a justiça e com altos setores da sociedade. De acordo com Costa, ela tem parentesco com o prefeito de Curitiba Rafael Waldomiro Greca de Macedo.

Confira o perfil familiar traçado pelo sociólogo:

Montei hoje (08) a genealogia política básica de Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro, a mulher do juiz Sergio Moro. Só podia ser da grande família do Centro Cívico porque a classe dominante do Paraná tradicional é uma grande estrutura de parentesco, quase sempre com as mesmas famílias da elite estatal ocupando simultaneamente os poderes executivo, legislativo e judiciário.

Vocês sabiam que Rosângela é prima do prefeito Rafael Greca de Macedo? Ambos descendem do Capitão Manoel Ribeiro de Macedo, preso pelo primeiro presidente do Paraná por acusações de corrupção e desvio de bens públicos em instalações estatais.

A grande teia de nepotismo e familismo explica muito do atraso, falta de justiça e desigualdades no Paraná e Curitiba, locais em que famílias com mentalidades políticas do Antigo Regime ainda mandam e dominam.

Moro e Wolff são famílias de origem imigrante, que conseguiram entrar para o poder judiciário, famílias com parentes desembargadores, do lado Wolff os desembargadores Haroldo Bernardo da Silva Wolff e Fernando Paulino da Silva Wolff Filho, do lado da família Moro o desembargador Hildebrando Moro.

Outro parente influente de Rosângela é Luiz Fernando Wolff de Carvalho, do grupo Triunfo, bastante ativo nas atividades empresariais e na política regional, sempre envolvido com problemas jurídicos.

A família Wolff dominou por muitos anos a prefeitura de São Mateus do Sul, no interior do Paraná. Essas famílias de origem imigrante passaram a formar parte do estamento burocrático com seus privilégios e poderes, muitas vezes se associando na grande e antiga teia de nepotismo, de escravidão, exclusão social e coronelismo das antigas e sempre atuais oligarquias familiares da classe dominante paranaense.

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Manoel Ramires
Pinga fogo
Terra Sem Males
Foto: Joka Madruga

3 comentários em “Esposa de Moro descende de família oligárquica do Paraná, afirma sociólogo

  • 18 de setembro de 2018 em 22:40
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    Fica extremamente claro, após a leitura da matéria do Ilmo Prof. Ricardo Oliveira, o porquê que as nossas universidades públicas brasileias, apresentam desempenhos medíocres em termos de formação de seus alunos. O tal professor funcionário público federal que ao invés de estudar e preparar aulas decentes apartidárias aos seus discípulos, arruma tempo para escarafunchar a vida da esposa do ilustre juiz Sérgio Moro. Juiz este, que exceção à regra da tradição de omissão da nossa justiça em relação aos políticos e detentores corruptos da vergonhosa história corrupta deste país, teve a coragem, o preparo e a decência de condenar este espurgo, este crápula, este escremento que se chama Lula e que muitos ignorantes e alienados quetemno elevar a categoria de mártir ou até mesmo de Santo,
    É esta a UFPR dos tempos atuais. Transformou-se em um antro de desocupados, mal intenssionados, sangue sugas do erário. Pouco se importam com o futuro das novas gerações e da nação em sí. E ainda gritam os chavões oportunistas: faltam verbas para a educação. Não, não faltam verbas. Falta vergonga na cara desta cambada de vagabundos pseudo professores.

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  • 13 de junho de 2020 em 18:53
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    Porque no Brasil as pessoas quando vão pesquisar sobre alguém eles divulgam o que há de pior no indivíduo. Ohh povo sem talento para pesquisa…..quanto tempo e nada muda. Ninguém é tão ruim que não possa ter feito algo de bom…e ninguém é tão ruim que não possa melhorar…vamos dar oportunidade a mudanças. E mais, juristas…o que tem de mais, se os caras são de famílias que puderam dar – lhes uma boa educação para serem aprovados em concursos. Professor vamos trabalhar para mudar as atitudes e pensamentos dos novos calouros.

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