“Eu sinto muito eles verem as coisas com tanto ódio”, diz Letícia Sabatella

Compartilhe esta notícia.

Reportagem: Joka Madruga
Edição: Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

Na noite deste domingo, 31 de julho, a atriz curitibana Letícia Sabatella registrou boletim de ocorrência no 1º Distrito da Polícia Civil de Curitiba para relatar as agressões sofridas na rua, durante uma manifestação contra a presidente Dilma.

Ao lado de sua mãe, Letícia registrou um boletim de ocorrência. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males
Ao lado de sua mãe, Letícia registrou um boletim de ocorrência. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Letícia falou com a mídia alternativa, entre eles o  Terra Sem Males.

“Eu não provoquei isso, não foi uma coisa que eu queria que acontecesse. Isso está acontecendo com muitas pessoas maravilhosas que estão sofrendo com tudo isto, até mesmo injustiças, como os  índios, como os sem terras. É uma coisa que está fazendo parte do nosso país no momento, que pena, não dá pra conversar com as pessoas, não dá pra passar em algum lugar e dar um oi pra alguém que está ali”, declarou.

Ela também agradeceu o carinho dos que a apoiaram.

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males
Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Intolerância – “A Letícia foi vítima de intolerância e os vídeos deixam isso claro. Dezenas de pessoas tentando acuá-la, hostilizando, ofendendo verbalmente, sendo agredida, com pessoas sendo contidas pela Polícia Militar. Simplesmente porque ela se posicionou, tomou postura política contrária àquilo que eles pensam”, declarou o advogado Nasser Allan, que acompanhou a atriz na delegacia.

“Eu acho que a manifestação deles deve ter sido muito ruim e a manifestação na Praça do Homem Nu, contra o Temer, foi muito mais amorosa, mais acolhedora”, disse Letícia. “Eu sinto muito por eles estarem sentindo e vendo as coisas dessa maneira, com tanto ódio”.

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males
Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Entenda o caso – Na tarde deste domingo, 31 de julho, a atriz curitibana Letícia Sabatella andava pelo centro de Curitiba e passou pelo ato de apoio à Lava Jato, contra a presidente Dilma, que reunia manifestantes de verde e amarelo nas escadarias da Praça Santos Andrade. Pelas imagens, a atriz foi abordada em frente à fachada do Teatro Guaíra, onde estavam estacionados três caminhões de som vinculados à manifestação. Sabatella filmou as agressões com seu celular. Entre os termos audíveis da agressão verbal, a atriz foi chamada de “sem vergonha” e “você é puta”. Ela também ouviu “acabou a mamata”, “chora petista”, “vai embora”, “tira ela daqui”.

anuncio-tsm-posts

5 comentários em ““Eu sinto muito eles verem as coisas com tanto ódio”, diz Letícia Sabatella

  • 1 de agosto de 2016 em 5:47
    Permalink

    Sinto muito pelo ocorrido! Xingamentos e agressões de qualquer natureza são realmente desnecessários, embora protestar civilizadamente seja livre, sobretudo em um dia claramente de posicionamentos políticos diversos! Por outro lado, não vi a atriz se solidarizar com Janaina Paschoal que sofreu coisa semelhante no aeroporto de Brasília! Ou seja, o tal ódio mencionado pela atriz não é exclusividade dos “eles que veem assim”/ da direita como ela faz querer crer em seu discurso, mas o reconhecimento desse ódio por parte dela é seletivo! Embora condenáveis a agressão e os xingamentos, e legítimos os direitos de defesa e de realizar boletim de ocorrência, não vi atitude apaziguadora da atriz, como o fez Janaina Paschoal…

    Resposta
  • 1 de agosto de 2016 em 16:59
    Permalink

    Os golpistas são agressivos mesmo. Eu mesmo já senti a ira deles, por besteiras,uniram-se como vespas contra mim, que apenas comentei sobre os golpistas. Imaginem eu vi imagens deles clamando pelos militares e chamando pelo Bolsonaro. Olha o Brasil esta correndo um tremendo risco. Me perdoem os amigos e parentes da classe rica deste país, mas no meio deles não se via pretos nem pobres, so haviam dondocas e filhinhos e papais acompanhados pelos mesmos.É clara a diferença: de um lado a classe trabalhadora, povão, do outro empresários, doutores, industriais e políticos da direita, muita gente da alta sociedade e da burguesia brasileira.É clara a situação do Brasil, uma guerra de classes, ricos e banqueiros versus trabalhadores, pretos e pobres…

    Resposta
  • 1 de agosto de 2016 em 19:00
    Permalink

    Todos devem repudiar, como fez Letícia, manifestações de ódio. Mas os que se posicionam contra os golpistas não usam palavras como “puta” ou “vagabunda” para se referir às janainas e frotas, está ai a diferença.

    Resposta
  • 2 de agosto de 2016 em 1:18
    Permalink

    Letícia SABATELLA está correta, gente! Pensem! Dilma é a Mãe da Pátria. Nossa mãe inequívoca!
    Veja aqui:
    Os Petistas e os chatóides dos “politicamente corretos”, como alguns artistas e escritores, eis:
    Existem muitas pessoas no Brasil contemporâneo, que em relação ao PT, são como carrinhos de mão, trailers (aqueles em que se reboca na traseira do carro) ou canoas; que necessitam ser empurrados, puxados ou levados (no caso específico, na lábia picareta dos Petistas históricos). Letícia Sabatella é uma delas.
    Ao fazermos críticas ao PT (que nem é de esquerda, nada), reagem imediatamente, quase que com uma espécie de alergia ou de REFLEXO CONDICIONADO de animal e logo, Petistas, vão pensando que somos de algum PARTIDO POLÍTICO QUE ELES, o PT, ODEIA… Puro clichê petista! Não tem nada a ver. É bitolação própria de Petistas! Característica enraizada na mentalidade bitolante… Anos a fio… Eis o motivo para rechaçar o PT, esse partido populista: “A melhor maneira de descobrir o que queremos de verdade é nos livrando daquilo que não queremos.” Sejamos livres de PT e de seus braços direitos DISSIMULADOS (Pc do B; PSol etc.). Portanto, gente!, Letícia Sabatella não está equivocada, não, ela não segue clichês políticos e nem frases-prontas, certo?

    Resposta
  • 2 de agosto de 2016 em 18:19
    Permalink

    Renata, Janaína Paschoal foi chamada – unicamente – de “golpista”, palavra que encerra uma crítica à sua posição política, nada contra sua honra. Em nenhum momento, sua integridade física esteve ameaçada. Já Letícia Sabatella foi agredida covardemente ao ser xingada de “puta” e “vagabunda” e de ouvir frases, como “acabou a mamata”, “vão ter que trabalhar”, todas ofensivas à honra. Além de se ver cercada de forma ameaçadora pelo grupo. Nenhum termo de comparação entre os dois fatos.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *