Familiares das vítimas se organizam coletivamente para acompanhar desdobramentos do rompimento de barragens em Brumadinho

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Com base na longa espera após rompimento em Mariana, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) articula enfrentamento popular para denunciar descaso com familiares de vítimas

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que acompanha os atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana há três anos, que ocorreu dia 05 de novembro de 2015, articula em Brumadinho o enfrentamento popular em apoio às vítimas desse novo crime ambiental protagonizado novamente pela mineração.

De acordo com dados oficiais, até o momento existem 60 vítimas fatais e 292 pessoas desaparecidas após o rompimento da barragem de Córrego da Mina de Feijão, que aconteceu na última sexta-feira (25) e despejou aproximadamente 12 milhões de m³ de rejeito de minério, que ainda se alastra no trajeto do rio Paraupeba e pode chegar ao São Francisco.

O MAB denuncia que o número de vítimas pode ser ainda maior, considerando que familiares de desaparecidos que não eram trabalhadores da Vale não encontram seus nomes nas listas oficiais divulgadas pela empresa, que foi privatizada no governo FHC.

O enfrentamento popular, articulado pelo MAB, começou a ser organizado em reunião no último domingo, 27 de janeiro, na Paróquia católica de São Sebastião, em Brumadinho, com a presença do prefeito, da defensoria pública, da igreja e representantes dos movimentos sociais, que questionam decreto do governo federal que exclui a participação popular da sociedade civil e também de familiares as vítimas. O comitê definido pelo governo federal tem em sua composição somente ministérios.

O MAB também organizou brigadas voluntárias que atuam na área na tentativa de encontrar sobreviventes e então acionar as equipes de socorristas para o resgate.

 

Por Paula Zarth Padilha
Com informações do MAB
Foto: Isis Medeiros

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