Fruet questiona investimentos na saúde de Greca em Curitiba

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Atual prefeito anunciou R$ 16 milhões em parceria com governo do estado e ministério da saúde.

O ex-prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, questiona números apresentados pelo novo prefeito, Rafael Greca, na área de saúde. Hoje, em cerimônia com o governador do Paraná, Beto Richa, e com o ministro da saúde, Ricardo Barros, Greca afirma que Curitiba irá receber R$81,6 milhões para serem investidos na saúde. No entanto, para Fruet, que diverge dos números apresentados na Prefeitura de Curitiba, dos R$ 77 milhões anunciados, apenas R$ 72 mil representam alguma novidade.

Ocorreu hoje a entrega de 6 novas ambulâncias. Foram cinco veículos repassados pelo governo federal e um pelo governo estadual. De acordo com Rafael Greca, em sua conta no Facebook, “juntos eles somam um investimento de R$ 1,49 milhão”. Em seu discurso, o prefeito Rafael Greca apontou os problemas que ele identifica na saúde de Curitiba, como atendimento em unidades de saúdes e pronto atendimento e falta de remédios.

“Eu criei a Farmácia Curitibana. Começou com 41 remédios. Depois foram 82. Atualmente são 212. Agora, não adianta oferecer sem fornecer. É por isso que eu cancelei a oficina de música. Para usar os R$ 2 milhões na compra dos medicamentos básicos”, direciona Greca.

A apresentação, no entanto, foi questionada pelo ex-prefeito Gustavo Fruet. Segundo ele, apenas a entrega das ambulância traz algum fato novo na saúde municipal.  “Essa é a única novidade. Ao longo da nossa gestão, reiteradamente pedimos ao Ministério da Saúde a substituição de 13 ambulâncias do SAMU de Curitiba. Pelo menos 6 virão agora. Mesmo com toda dificuldade, colocamos novas ambulâncias em circulação”, justifica Fruet.

Por outro lado, Fruet também questiona o desvio de recursos da 35ª Oficina de Música para a saúde. “Faltavam cerca de R$ 800 mil para realização da Oficina de Música e não R$ 2 milhões. Já havíamos garantido R$ 120 mil para compra de passagens e outros R$ 420 mil foram repassados ao ICAC no ano passado. Não se justifica a alegação de cancelar a Oficina para garantir recursos para a saúde”, se contrapõe.

Ponto a ponto, Fruet ainda questiona o argumento de Rafael Greca de que os cofres da Prefeitura de Curitiba não previam recursos para a saúde. O atual prefeito anunciou, por exemplo, “R$ 26 milhões para recomposição das fontes do SUS”. Para Fruet, “deixamos em caixa nas contas do Fundo Municipal de Saúde R$ 43.125.392,69. Deste montante saíram os R$ 26 milhões anunciados como novos recursos orçamentários”, esclarece.

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Manoel Ramires
Terra Sem Males
Foto: Joel Rocha/SMCS

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