Governo do Paraná insiste em adiar reposição da inflação de servidores

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FES defendeu pagamento do reajuste e a imediata implantação da equiparação com piso regional e o auxílio transporte

Por Gustavo Vidal
FES – Fórum dos Servidores

Os servidores do Paraná devem ficar atentos à mesa de negociação com o governo e manter as mobilizações em todas as categorias. Na largada da primeira reunião do grupo de trabalho, na tarde desta terça-feira (08), técnicos das secretarias da Administração e da Previdência e da Fazenda apontaram que a prioridade do governo é liquidar a dívida com progressões e promoções. O debate sobre a reposição da inflação de 2016 ficaria submetido às receitas de 2017.

O grupo destacado para discutir o impasse financeiro das emendas do governador Beto Richa, debateu exaustivamente propostas apresentadas pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES). De imediato, o Fórum solicitou a implantação dos pequenos valores, que consistem na correção do auxílio-alimentação, vale-transporte e do pagamento da equiparação ao salário mínimo regional, para os servidores que ganham menos. Os representantes do governo se comprometeram em responder as reivindicações até quinta-feira, dia 10, quando acontece nova mesa de negociação.

Quanto ao impasse da reposição da inflação, os técnicos da SEAP e da SEFA reafirmaram a necessidade de garantir benefícios devidos ao funcionalismo, antes de prever o pagamento das perdas salariais. Posição contrária dos servidores, que defendem que o governo deve respeitar a lei da data base, implantando o reajuste a partir de janeiro de 2017.

O FES entende que o governo tem dívidas com o servidor. Uma dívida é pagar a reposição anual, prevista em lei. A outra, as promoções e progressões. O Fórum não abre mão de defender a igualdade de tratamento, já que a correção do salário atinge servidores da ativa e aposentados, mesmo que de forma parcelada, ao lado da implantação das promoções e progressões. O FES não vai aceitar a proposta do governo de pagar o crescimento na carreira, impondo zero por cento de reposição inflacionária.

Quando finalmente o debate ultrapassou a questão de valores, o FES simulou cenários para o governo cumprir a data base, com base na previsão de inflação em 7% para 2016. Todas as simulações garantem o pagamento da reposição da inflação a partir de janeiro de 2017, com a implantação de parte da data base. O restante seria pago em meados de 2017. As promoções e progressões sendo implantadas por escalonamento, a partir do primeiro trimestre de 2017.

O FES defende a expectativa de crescimento da arrecadação e a possibilidade de o governo honrar com todos os débitos que acumula com servidores. Para o Fórum, o governo tem condições de assumir compromissos financeiros, mesmo que os recursos ultrapassem o valor de 1,4 bilhão de reais, previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Sem muito acordo com a equipe do governo, o debate foi intenso sobre as possibilidades, com Fórum deixando claro que a nova proposta de emendas a ser enviada à Assembleia Legislativa precisa partir do reajuste da data base.

O FES ressalta que o não pagamento do reajuste aos servidores significa a perda de um salário para cada servidor ao longo do ano. As perdas salariais do funcionalismo voltam a ser, mais uma vez, o caminho da economia do governador Beto Richa, impondo novo prejuízo no bolso dos trabalhadores, economizando uma folha de pagamento no ano.

As categorias não podem perder o foco e precisam estar preparadas para mobilizações.

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2 comentários em “Governo do Paraná insiste em adiar reposição da inflação de servidores

  • 11 de novembro de 2016 em 12:38
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    Lemos, sobre um dinheiro que o governo tem para fazer reposição para quem trabalhou até 1992 , no momento me desapareceu o nome correto para quem trabalhou neste período, porém sei que meus amigos que moram em Curitiba entrara com um processo junto a APP, para mim está difícil, uma vez que estou morando em Tubarão, SC .

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  • 11 de novembro de 2016 em 14:36
    Permalink

    É isso mesmo, têm o meu apoio e o que eu puder fazer para incrementar esse movimento contem comigo. Precisamos nos juntar e mobilizar, principalmente nós professores. Sempre desarticulados por interesses pessoais de alguns, ser verem a necessidade do outro.Ah! eu estou bem o resto que se dane. Pessoal não é assim e nem por paixão política. Vejamos as necessidades dos outros.

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