Greve dos petroleiros: Repar mantém trabalhadores em cárcere privado em unidade do Paraná

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Por Davi Macedo
Sindipetro PR/SC

Os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, decidiram deflagrar greve à zero hora desta sexta-feira (23). O movimento protesta contra a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. Neste ano deveriam estar em negociação apenas cláusulas econômicas, mas a empresa insiste em querer impor a redução da jornada com diminuição de salários para o regime administrativo dos trabalhadores com horário flexível. Outro entrave crucial nas negociações é o não-cumprimento do acordo do Adicional por Tempo de Serviço (ATS) na Fafen-PR, firmado ainda em novembro do ano passado.

À meia-noite houve o corte da rendição do turno ininterrupto de revezamento, mas a gestão da Refinaria obriga os trabalhadores do grupo que deveria ter saído naquele horário a permanecer nas instalações industriais, o que caracteriza cárcere privado.

O grupo aprisionado já está há mais de 20 horas trabalhando. “É uma grande irresponsabilidade do gestor da Repar. Os petroleiros estão exaustos e isso coloca em risco a segurança das pessoas, das instalações e da comunidade do entorno da Refinaria”, alertou Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina.

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) já protocolou pedido de mediação com urgência no Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR). A audiência foi marcada para as 15h00 desta sexta-feira.

Greve dos petroleiros atinge unidades do Paraná

A greve dos petroleiros foi iniciada à zero desta sexta-feira (23) e mobiliza a categoria em diversas unidades do Sistema Petrobrás no país. A estratégia aprovada nas assembleias são paralisações a qualquer momento a partir de hoje.

No Paraná, o movimento atingiu a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), ambas em Araucária; a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; e o Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar). Na Repar, Fafen-PR e Tepar houve corte de rendição do turno de revezamento ininterrupto à zero hora. Já na SIX foi realizado atraso na entrada do expediente.

Os petroleiros também demonstram revolta com a gestão da direção da empresa, cujas ações se resumem a arrochar salários, retirar direitos e vender importantes ativos, ou seja, tenta destruir a Petrobrás, empresa que é patrimônio de todo o povo brasileiro.

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