Haja mesa pra tanto nazista, por Fernando Lopez

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Tem circulado à profusão, nas redes sociais, o tal ditado alemão que fala das dez pessoas sentadas à mesa, que não se levantam quando um nazista se junta a elas e assim se tornam, por omissão, nazistas também.

Tem circulado à profusão, nas redes sociais, o tal ditado alemão que fala das dez pessoas sentadas à mesa, que não se levantam quando um nazista se junta à elas e assim se tornam – por omissão – nazistas também.

No caso do nosso Brasil bolsonarista, parece que a mesa comporta muito mais que onze pessoas. Não vou falar em 57 milhões, por que obviamente alguns eleitores do (oxalá) temporário presidente foram enganados e votaram por motivos outros que não o de impor o nazifascismo miliciano pentecostal nessas terras; além da imagem mental de uma mesa deste tamanho por em risco a plausibilidade deste texto.

Então, se não todos, podemos afirmar que muitos eleitores deste erro que ocupa o Planalto sentaram comodamente à esta mesa imaginária e agem como se ninguém ou nada os removerá.

A mesa do nazifascismo estava lá, vazia, no porão onde se guardam as tralhas que devem ser esquecidas, até que um deputado fuleiro usou seu minuto de fama na sessão do impeachment (foi golpe) para homenagear um notório torturador.

Naquele momento começaram a sentar-se à mesa os primeiros comensais.

Tiraram o pó acumulado desde o tempo em que o assunto tinha sido guardado na prateleira das vergonhas que não deveriam se repetir, apertaram os parafusos frouxos das pernas do móvel eticamente bambo, começaram a posicionar suas as cadeiras.

Daí vieram novas manifestações de fascismo explícito do na época candidato, e a mesa foi crescendo para acomodar os recém-chegados, que vinham felizes por finalmente terem encontrado uma voz, um representante de seus mais obscuros desejos e frustrações. O convite pareceu irrecusável. Bolsonaro sentado à ponta.

Fuzilar os petistas do Acre… ditadura tinha que ter matando 30 mil…não te estupro porque és feia… melhor filho morto que gay… ponta da pedra …certo foi a cavalaria americana que matou todos os índios … quilombolas de xx arrobas que não servem nem pra procriar….

A cada manifestação do führer mais gente ia buscar sua cadeira e alegremente se sentava à mesa, na espera do banquete macabro que estava sendo prometido. Ninguém levantou em protesto ao que se deu em seguida.

Veio a eleição e naquele momento a mesa estava já assustadoramente enorme, com tilintar de talheres e conversas borbulhantes entre os presentes. Conversas sobre a planicidade da terra, as ameaças do comunismo infiltrado no topo das organizações capitalistas, as mamadeiras de bicos fálicos, a incomensurável fortuna do Lulinha, a genialidade filosófica de um tal Olavo.

Com a vitória nas urnas veio a confirmação oficial de que o nazismo seria a inspiração e a base ideológica da nova administração. “Brasil Übber Alles” virou o slogan oficial do governo federal. Na mesa só palmas e assovios de apoio.

Deu-se então início à uma avalanche interminável de naziaberrações.

O iletrado Weintraub parafraseou Hitler em um vídeo. A mesa festejou.

O titular da administração federal criou seu Siegerpodest, seu pódio em frente ao palácio, onde pelas manhãs faz discursos que enrubesceriam Adolf. A mesa exulta à cada grosseria proferida pelo mito.

Daí veio Alvim, o pequeno Goebbels, que fez uma molecagem com os colegas do governo e postou um vídeo assumindo publicamente o que os demais mantinham em segredo.

Foi uma choradeira geral (não na mesa), e até Bibi, o parceiro israelense fez bico, por pressão da Hebraica, que não tolera fascismo ou racismo, quando a coisa é com eles.

O não tão jovem aspirante à Hitler-Jugend tinha ido longe demais.

Vale ressaltar que ele só caiu porque Davos estava chegando e não é de bom tom glorificar o fascismo dias antes de um grande encontro do capitalismo global, que investe pesado para esconder sua face fascista. Ficou feio. Boas maneiras à mesa, sempre.

Mas independente de inúmeras manifestações de repúdio ao crescimento do nazismo Tabajara, aqui e acolá, a mesa se manteve e se mantém cheia, ativa, unida. Ninguém larga a mão nazista de ninguém, Ja Voll!

O mundo civilizado se pergunta que Scheiße Regierung é esse do Brasil ? Como foi possível um país conhecido pela alegria ter se tornado um poço de tristeza e retrocesso?

E nós, que não fomos convidados para a festa – mas pagamos a conta – assistimos tudo na mais profunda impotência, embasbacados por vermos se materializar à nossa frente um bizarro pesadelo coletivo.

O nazismo está vivo entre nós, entranhado no nível mais alto da administração e em franco crescimento.

Temos que virar essa mesa, antes que seja tarde.

No caso do nosso Brasil bolsonarista, parece que a mesa comporta muito mais que onze pessoas. Não vou falar em 57 milhões, por que obviamente alguns eleitores do (oxalá) temporário presidente foram enganados e votaram por motivos outros que não o de impor o nazifascismo miliciano pentecostal nessas terras; além da imagem mental de uma mesa deste tamanho pôr em risco a plausibilidade deste texto.

Então, se não todos, podemos afirmar que muitos eleitores deste erro que ocupa o Planalto sentaram comodamente a esta mesa imaginária e agem como se ninguém ou nada os removerá.

A mesa do nazifascismo estava lá, vazia, no porão onde se guardam as tralhas que devem ser esquecidas, até que um deputado fuleiro usou seu minuto de fama na sessão do impeachment (foi golpe) para homenagear um notório torturador.

Naquele momento começaram a sentar-se à mesa os primeiros comensais.

Tiraram o pó acumulado desde o tempo em que o assunto tinha sido guardado na prateleira das vergonhas que não deveriam se repetir, apertaram os parafusos frouxos das pernas do móvel eticamente bambo, começaram a posicionar suas as cadeiras.

Daí vieram novas manifestações de fascismo explícito do na época candidato, e a mesa foi crescendo para acomodar os recém-chegados, que vinham felizes por finalmente terem encontrado uma voz, um representante de seus mais obscuros desejos e frustrações. O convite pareceu irrecusável. Bolsonaro sentado à ponta.

“Fuzilar os petistas do Acre”, “ditadura tinha que ter matando 30 mil”, “não te estupro porque és feia”, “melhor filho morto que gay”, “ponta da pedra”, “certo foi a cavalaria americana que matou todos os índios”, “quilombolas de xx arrobas que não servem nem pra procriar”.

A cada manifestação do füher mais gente ia buscar sua cadeira e alegremente se sentava à mesa, na espera do banquete macabro que estava sendo prometido. Ninguém levantou em protesto ao que se deu em seguida.

Veio a eleição e naquele momento a mesa estava já assustadoramente enorme, com tilintar de talheres e conversas borbulhantes entre os presentes. Conversas sobre a planicidade da terra, as ameaças do comunismo infiltrado no topo das organizações capitalistas, as mamadeiras de bicos fálicos, a incomensurável fortuna do Lulinha, a genialidade filosófica de um tal Olavo.

Com a vitória nas urnas veio a confirmação oficial de que o nazismo seria a inspiração e a base ideológica da nova administração. “Brasil Übber Alles” virou o slogan oficial do governo federal. Na mesa só palmas e assovios de apoio.

Deu-se então início a uma avalanche interminável de naziaberrações.

O iletrado Weintraub parafraseou Hitler em um vídeo. A mesa festejou.

O titular da administração federal criou seu Siegerpodest, seu pódio em frente ao palácio, onde pelas manhãs faz discursos que enrubesceriam Adolf. A mesa exulta a cada grosseria proferida pelo mito.

Daí veio Alvim, o pequeno Goebbles, que fez uma molecagem com os colegas do governo e postou um vídeo assumindo publicamente o que os demais mantinham em segredo.

Foi uma choradeira geral (não na mesa), e até Bibi, o parceiro israelense fez bico, por pressão da Hebraica, que não tolera fascismo ou racismo, quando a coisa é com eles.

O não tão jovem aspirante à Hitler-Jugend tinha ido longe demais.

Vale ressaltar que ele só caiu porque Davos estava chegando e não é de bom tom glorificar o fascismo dias antes de um grande encontro do capitalismo global, que investe pesado para esconder sua face fascista. Ficou feio. Boas maneiras à mesa, sempre.

Mas independente de inúmeras manifestações de repúdio ao crescimento do nazismo Tabajara, aqui e acolá, a mesa se manteve e se mantém cheia, ativa, unida. Ninguém larga a mão nazista de ninguém, Ja Voll!

O mundo civilizado se pergunta que Scheiße Regierung é esse do Brasil? Como foi possível um país conhecido pela alegria ter se tornado um poço de tristeza e retrocesso?

E nós, que não fomos convidados para a festa – mas pagamos a conta – assistimos tudo na mais profunda impotência, embasbacados por vermos se materializar à nossa frente um bizarro pesadelo coletivo.

O nazismo está vivo entre nós, entranhado no nível mais alto da administração e em franco crescimento.

Temos que virar essa mesa, antes que seja tarde.

Fernando Lopez é idealizador do Social Lista SA.

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