Indignados, bancários fortalecem greve em Curitiba e região

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São 337 agências paralisadas nesta quarta (14). Adesão é de 100% nos bancos públicos.

Por Renata Ortega
Sindicato dos Bancários de Curitiba e região
Diante do desrespeito da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – que agendou reunião de negociação ontem, 13 de setembro, mas não apresentou nenhuma nova proposta à categoria –, os bancários de Curitiba e região intensificaram a mobilização nesta quarta-feira, 14 de setembro. No nono dia da Greve Nacional dos Bancários, 337 agências bancárias e 8 centros administrativos da capital paranaense estão paralisados. Segundo estimativa do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, mais de 10 mil trabalhadores aderiram à mobilização.

“O número cada vez maior de agências paradas e bancários em greve é reflexo da postura desrespeitosa e intransigente dos banqueiros. Ontem, foram mais de quatro horas de enrolação e nenhum avanço concreto proposto. Já dissemos: não vamos aceitar retrocessos!”, explica Elias Jordão, presidente do Sindicato e membro do Comando Nacional dos Bancários, que participa das reuniões com a Fenaban. Uma nova rodada de negociação está agendada para amanhã, 15 de setembro, às 16h00, em São Paulo.

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Bancos públicos
Além da falta de avanços nas negociações da mesa unificada com a Fenaban, o silêncio da direção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também está indignando os trabalhadores. As últimas reuniões com representantes de ambos os bancos públicos aconteceram ainda em 30 de agosto, sem avanços. Desde então, nenhuma proposta concreta foi feita. Diante disso, 100% das agências do BB e da Caixa permanecem fechadas nesta quarta (14) em Curitiba e região.

Financiários
A Greve Nacional dos Financiários chega hoje, 14 de setembro, ao terceiro dia. Em Curitiba e região, seis financeiras estão paralisadas desde segunda-feira (12). A decisão de suspender as atividades foi tomada em assembleia no dia 02 de setembro, após a rejeição da proposta apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi). O índice proposto foi de apenas 7,86% (correspondendo a 80% do INPC de 9,83%), referente a junho de 2016, mais R$ 1.000 de abono.

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