Mais de 10 toneladas de alimentos foram doados pelo MST em Cornélio Procópio-PR

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Bispo Dom Manoel João Francisco fez a benção das mais de 10 toneladas de alimentos que foram doados por 22 comunidades rurais a moradores da periferia da cidade

Além das marcas preocupantes de 76 mil mortos e 2 milhões de infectados pela covid-19, o Brasil enfrenta o avanço acelerado da pobreza. O país já é o “epicentro emergente” da fome extrema no mundo, por consequência da pandemia e pela insuficiência das políticas públicas federais, segundo relatório da ONG Oxfam divulgado no dia 9 de julho.

Para amenizar este cenário, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobiliza iniciativas de solidariedade em todo o país e também no Paraná, desde o início da pandemia. Neste sábado (18), agricultores e agricultoras integrantes de 22 comunidades do MST do norte pioneiro paranaense vão doar mais de 10 toneladas de alimentos a famílias da periferia de Cornélio Procópio. 

A ação teve início às 9h, com uma benção dos alimentos realizada pelo Bispo Dom Manoel João Francisco, na Paróquia São Francisco de Assis, localizada na Vila Nossa Senhora Aparecida.

“O MST sempre lutou por vida […]. A vida só será vivida com dignidade quando todos tiverem com o que viver, o alimento pra se alimentar, a casa pra morar, a terra pra trabalhar, daí a importância da Reforma Agrária. No Brasil, ainda temos muito que fazer”, disse Dom Manoel.

Em seguida, as entregas serão feitas na Vila Santa Terezinha, Jardim Progresso, Vila Nova, Desfavelamento Ayrton Senna e Jardim Figueira. A coordenação da atividade orienta para o cumprimento das medidas de prevenção do coronavírus, como uso de máscara, álcool gel e distanciamento físico. 

Confira o depoimento de Dom Manoel.

As sacolas que foram distribuídas a mais de 600 famílias vão carregadas da diversidade colhida das lavouras e hortas de famílias Sem Terra, fruto da luta pela terra Reforma Agrária: arroz, feijão, mandioca, abóbora, abacate, limão, maracujá, mamão, banana, tomate, farinha de mandioca e hortaliças em geral. Parte dos alimentos é produzida de forma agroecológica, sem uso de venenos e a partir de relações justas de trabalho e comercialização. 

“Nós estamos nessa campanha ajudando nossos irmãos, companheiros e companheiras das cidades, principalmente das periferias, diante dessa pandemia que está tirando muitas vidas e deixando muita gente desempregada”, explica o agricultor Juvencio Rosa de Ramos, morador do Assentamento Paulo Freire, de São Jerônimo da Serra. Em todo o Paraná, 248 toneladas de alimentos frescos e industrializados em cooperativas do movimento já foram partilhados. 

União solidária 

A ação é fruto da união entre 22 comunidades rurais, de 7 municípios: assentamentos Paulo Freire, Dom Hélder, Roseli Nunes, Cacique Cretã, Arixiguana, Amélia, Sol Nascente, Jucape e Palmares, de São Jerônimo da Serra; assentamentos São Luís 2, Bom sucesso, Boa Esperança e a comunidade de agricultura familiar Lambari, de Sapopema; assentamentos Carlos Lamarca, Robinson de Souza, Roximim, Rosa Luxemburgo, e acampamento Carlos Marighella, em Congonhinhas; assentamento Nango Vive, que fica entre os municípios de Ribeirão do Pinhal e Jundiaí do Sul; assentamento Companheiro Keno, de Jacarezinho, e assentamento Elias de Meura, de Carlópolis. 

Também se somam à ação deste sábado a Diocese e Paróquias da igreja católica de Cornélio Procópio, os Núcleos de Jacarezinho e Cornélio Procópio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), o Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio e Região, a Associação dos Negros Procopenses (Anepro) e os Vicentinos.

Fotos da ação de hoje

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