Mercado financeiro é informado que Temer vai vender a Caixa para empresas estrangeiras

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Edição de boletim de negócios destaca para investidores nacionais que o maior banco público do país será privatizado

O grande projeto de Michel Temer para acabar com a soberania nacional já tem data para atingir os bancos públicos: de acordo com edição de 9 de outubro de 2017 do boletim econômico “Relatório Reservado”, que se identifica como jornalismo especializado em economia que garante checagem de informações confidenciais e sigilo de fontes, e subsidia com informações o mercado financeiro, a Caixa será privatizada e o anúncio será feito em pronunciamento do presidente golpista Temer logo após ele concluir a venda da Eletrobrás.

A Caixa passa por um processo de sucateamento por parte do Governo Federal, que abriu desde o golpe quatro programas de incentivo à aposentadoria e desligamento voluntário, promovendo redução do número de funcionários, precarizando o atendimento à população. A Caixa encerrou o primeiro semestre de 2017 com 90.201 empregados, uma redução de 5.486 postos de trabalho em relação a junho de 2016.

Em contrapartida, nessa nova ótica neoliberal, o banco ainda público teve seu lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento de 69,2% em relação ao mesmo período de 2016.

Audiência Pública

O movimento sindical bancário do Paraná reforça sua campanha em defesa dos bancos públicos e na próxima semana o debate chega na Assembleia Legislativa. A audiência pública “Em defesa dos Bancos Públicos” será realizada na próxima terça-feira, 17 de outubro, às 18h30, no plenarinho da casa por proposição do deputado estadual Tadeu Veneri, articulada pelos sindicatos.

Os bancos públicos são responsáveis por 86% do crédito de longo prazo (acima de cinco anos para pagamento), incluindo aí financiamento da agricultura familiar, da moradia para a baixa renda e em infraestrutura básica.

De acordo com o professor Fernando Nogueira da Costa, do Instituto de Economia da Unicamp, o desmonte dos bancos públicos promovido pelo governo Temer fica evidente com os cortes no acesso ao crédito para a população. Somente o crédito neste momento de grande depressão econômica sem precedentes no Brasil poderia estimular o crescimento sustentável da renda e do emprego. Essa política, segundo ele, vai contra inclusive o ajuste fiscal em vigor, que tem a justificativa de aumento da arrecadação, mas sem emprego, sem renda, sem crédito e sem consumo, não há arrecadação tributária.

Saiba mais: Participe de Audiência Pública na Assembleia Legislativa em defesa dos bancos públicos

Por Paula Zarth Padilha
Foto: Joka Madruga
Terra Sem Males

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