Militante, juventude do MST ocupou Curitiba para preparar ações da Caravana de Lula

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Entre as 15 mil pessoas que ocupavam a Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, na noite de quarta-feira, 28 de março, para o que tornou-se um ato suprapartidário contra a violência e em defesa da democracia, estavam cerca de 30 jovens, a maioria moradores de acampamentos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no interior do Paraná e outros do Levante Popular da Juventude.

Vindos de diversas regiões do Paraná, os jovens do MST eram de acampamentos e assentamentos das cidades da Lapa, de Castro, de Paula Freitas, Ponta Grossa, Bituruna, Florestópolis, Mandirituba. Alojados desde sábado (24) numa quadra esportiva de um sindicato de Curitiba, os militantes ensaiavam batucada, intervenções teatrais, ações de segurança para o ato e confecção de faixas combativas contra a violência.

Panfletaram nas ruas de Curitiba, distribuíram jornais, acompanharam a 6ª Pedalada pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, organizada pela CUT Paraná no domingo passado (25) e saíram assustados do encontro final, no Parque Barigui, com participantes de outro evento ciclístico organizado por uma rede de mercados de Curitiba. Relataram que foram hostilizados e atacados com ovos e xixi em pacotes.

Após a semana intensa na capital, os jovens militantes do MST levaram seus batuques para o ato na Praça, lamentaram que a intervenção teatral chamada “Tribunal da Injustiça” não pode ser apresentada mas estiveram representados no palco, junto ao ex-presidente Lula, com a participação das crianças sem-terrinha em um ato lúdico de apoio do movimento dos sem terra em defesa de Lula ser candidato.

Saiba mais: Após atentado, Curitiba é palco de ato suprapartidário de Lula, Boulos e Manuela

Texto e fotos: Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

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