MST e parceiros preparam doação de 500 cestas da reforma agrária

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Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo da Diocese de Ponta Grossa, fará a bênção dos alimentos às 10h desta sexta-feira (26), na comunidade Emiliano Zapata

A aliança entre cinco comunidades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pastorais, igrejas e sindicatos de trabalhadores vai levar alimentos da Reforma Agrária a mais de 500 famílias de Ponta Grossa (PR), neste sábado (27). As doações serão distribuídas a pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar de 7 bairros, atendidas por associações e entidades da maior cidade dos Campos Gerais paranaenses.



A maior parte dos alimentos doados são agroecológicos, produzidos sem uso de agrotóxicos nas lavouras e quintais de assentamentos e acampamentos. Entre os itens estão feijão, arroz, milho verde, mandioca, verduras, temperos, goiaba, limão, batata doce e abóbora. Os coletivos de mulheres das comunidades também vão produzir 500 pães caseiros.

A atividade vem sendo preparada desde o final de 2020, com o plantio de lavouras coletivas e aumento da produção por parte das famílias camponesas. O feijão orgânico, por exemplo, foi plantado em setembro e colhido em mutirão no mês de janeiro. Os últimos dias também têm sido de trabalho conjunto para pesar e empacotar os grãos. A colheita dos alimentos frescos será nesta quinta e sexta-feira.

Todos os itens serão reunidos no acampamento Emiliano Zapata até a manhã de sexta-feira, e receberão uma bênção do Bispo Dom Sérgio Arthur Braschi, da diocese de Ponta Grossa, às 10h. Ao longo do dia serão montadas as 500 cestas, previstas para serem distribuídas a partir das 8h de sábado.

A ação faz parte das ações de solidariedade realizadas pelo MST desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020. Somente no Paraná, mais de 510 toneladas de alimentos já foram doados.

Joabe Mendes de Oliveira, integrante da direção estadual do MST do Paraná e acampado na comunidade Padre Roque Zimmermann, fala sobre a prioridade do MST na produção de alimentos: “Estamos colocando os nossos territórios 100% à disposição da sociedade, para cumprir a sua função social, produzir alimentos saudáveis e de qualidade, para distribuir para as pessoas que estão passando por um momento difícil de pandemia no nosso país”.

As comunidades que fazem parte da atividade são o acampamento Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; o assentamento Contestado, da Lapa; os acampamentos Maria Rosa do Contestado e Padre Roque Zimmermann, de Castro; e o acampamento Reduto de Caraguatá, do município de Paula Freitas.

Também somam na atividade o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato); a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR); a Frente Brasil Popular; Pastorais da Igreja Católica; Cáritas; Sindicato dos Técnicos e Professores da UEPG (Sintespo); Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Carne; Intersindical; Comunidades Eclesiais de Base (CEBs); Frente Ampla Democrática; Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs); além de amigos e parceiros do MST.

A ação vai cumprir todos os protocolos de saúde, com distanciamento social e uso de máscaras, para a segurança de quem faz a doação e também de quem receberá os alimentos.

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