Mulheres ocupam centro de Curitiba contra Bolsonaro

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Por Paula Zarth Padilha
Fotos Joka Madruga

Talvez tenha sido nesta tarde de sábado, 29 de setembro de 2018, que muitas mulheres do Brasil tenham se enxergado feministas. Ou talvez tenha sido durante os discursos do processo eleitoral que vivemos, ao ouvirem sobre fraquejadas ou filhos desajustados. Mas vou falar das mais de 50 mil curitibanas que se apropriaram do ato “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, organizado via redes sociais, essas que eu vi passarem diante de meus olhos, ao meu lado. Candidatos e candidatas dos partidos de esquerda estavam lá, sindicalistas também. Mas não só elas. Mulheres, crianças, jovens, nem tão jovens, idosas. Todas estavam lá, vestindo lilás, a cor universal do feminismo (ou então preto/branco com #EleNão), em meio às bandeiras de militantes ou partidárias. Do povo negro, dos homoafetivos, dos movimentos sociais, dos partidos políticos.

A tarde em Curitiba foi uma grata surpresa, uma festa, um grito de libertação entre tantas músicas entoadas, compostas para a ocasião, e que completavam os dizeres de camisetas e cartazes. Não somos uma fraquejada. As mulheres vão vencer nestas eleições. Ele nunca, Ele Não. Não importa o que registra oficialmente a Polícia Militar (2 mil pessoas), não importa o que diz a televisão (5 mil pessoas). Os drones de Curitiba nos mostram que a primavera feminista chegou, para ocupar as ruas, em meio às incertezas que as postagens virtuais nos contavam sobre o candidato que não deve ser nomeado, não deve ser votado, que representa um discurso fascista, que propaga o ódio entre seus seguidores, que defende o armamento e minimiza a tortura. Que tem como vice o fantasma da volta da ditadura militar.

Ver tanta gente mobilizada por um objetivo comum, que extrapola as ideologias e as formas de ver o mundo economicamente e politicamente, para além da direita ou esquerda, me enche de alegria e esperança, de que o #EleNão vai prevalecer.

Confira abaixo as fotos de Joka Madruga, exclusivas para o Terra Sem Males:

 

Para saber mais, acesse aqui a matéria do Brasil de Fato


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