Nassif: Chorinho para não chorar

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Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

O jornalista Luis Nassif esteve  em Curitiba na terça-feira, 02 de agosto. Não veio a passeio, mas a “convite” da Polícia Federal. Ele disse, em uma de muitas reportagens, que delegados da República de Curitiba vazavam informações de forma seletiva e para alguns veículos sobre conteúdos sigilosos da Lava Jato. Algo que as capivaras da cidade percebem desde sempre. Contudo, o posicionamento irritou agentes policiais que o chamaram para prestar esclarecimento. Afinal, a PF e Sérgio Moro não podem ser questionados.

Nassif prestou esclarecimentos e disse que ficou confuso com o motivo da interpelação. O jornalista registrou em seu site que o “delegado Igor Romário de Paula me acusa de caluniá-lo. Caluniar significa imputar falsamente um fato criminoso a alguém. Na ação, o tal fato seria a acusação de que ele estaria vazando documentos da Lava Jato. No artigo eu menciono vazamentos, atribuo à Polícia Federal, não a ele especificamente”.

O que o delegado não sabe é que fez um favor a Luis Nassif, que pôde vir a Curitiba, algo que ele queria fazer há uns quatro anos, e ainda participar de uma roda de chorinho. Sabe como é, já que não dá pra chorar, o melhor é tocar “apanhei-tem cavaquinho”. No Sarau da Lava Jato, ele tirou onda: “Curitiba não é a capital da delação, é a capital da canção”. O bate papo foi feito antes de ele arranhar o banjo por duas ou três horas.

Desenvolto, Nassif disse que denunciar o golpe parlamentar não é defender Dilma, mas a democracia. Também mostrou entusiasmo com o renascimento da política no meio estudantil. Um novo modelo de política. Para ele, é uma reconstrução do espaço público com uma juventude que se identifica com a esquerda porque é de luta e solidária. “A reconstrução se dá em cima dos valores e da cultura nacional”. Parecido com o que Mujica disse em Curitiba semana passada.

Satisfeito com o depoimento e com a noite de choro e petiscos, afirmou que “temos a oportunidade de fazer a transição enfrentando os conservadores que tomaram o poder e entregar a essa juventude”. Aí foi lá, arranhar as cordas, como mostram os vídeos do Terra Sem Males.

Nota atravessada

Por falar em calar a Lava Jato, segue leve e solto projeto de Renan Calheiros (PMDB) em comissão presidida por Romero Jucá (PMDB) que pune membros da polícia, ministério público e juízes que “abusarem da autoridade”. A canção deles ganhou a parada de sucesso com o afastamento de Dilma, como mostram os grampos de ambos em que escrevem a letra “Brasil, um país de impunidade seletiva”. O samba tá atravessando, muito porque as panelas não batem mais em uníssono.

Nas paradas internacionais

Aqui, neste pinga-fogo, foi dito que Lula tiraria Sérgio Moro para dançar. E o samba do malandro está sendo tocado lá na ONU (Organizações Unidas). De chapéu e pitando cigarro, Lula é show principal. Lá ele toca “brasileirinho” de olhos fechados. E os gringos o preferem a ópera bufa.

Desafinado

“Denunciar golpe ao mundo é crime”, canta Cristóvam Buarque.

 

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Um comentário em “Nassif: Chorinho para não chorar

  • 8 de setembro de 2017 em 22:02
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    Gostei muito do conteúdo e fico esperando os próximos.

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