O prefeito eleito Rafael Greca quer o cancelamento da oficina de música de Curitiba

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FCC rebate e diz que cancelamento não ocorrerá na gestão Fruet

Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

O prefeito eleito de Curitiba Rafael Greca usou sua conta no Facebook para criticar o prefeito Gustavo Fruet, que está em viagem ao México. Greca, que assume em primeiro de janeiro, pede o cancelamento da 35ª Oficina de Música de Curitiba, que ocorre tradicionalmente em janeiro. De acordo com Greca, na transição de governo, não está claro como será pago o evento orçado em R$ 1,7 milhões. Não é apenas a realização da oficina de música que se coloca como pedra no caminho de Greca para 2017. Ainda na cultura, ele terá que enfrentar a demanda dos servidores da Fundação Cultural de Curitiba. O governo municipal enviou em abril projeto de lei que reformula a carreira dos trabalhadores. No entanto, ela ainda não foi votada.

Na reclamação publicada pelo futuro prefeito Rafael Greca, ele diz que “depois de um mês de processo de transição, a um mês da minha posse, e a 40 dias do evento até agora a Prefeitura de Fruet não nos informou este provisionamento financeiro”. De acordo com Greca, a Oficina de música custa R$ 1,7 de investimentos e deve ser cancelada para que os recursos sejam empregados emergencialmente em saúde. “Nossa futura gestão na Prefeitura será prioritariamente compromissada com a mitigação da dor, buscando a eficiente satisfação da Saúde Pública”, prioriza.

No entanto, Greca não leva em consideração o dinheiro que a Oficina movimenta em Curitiba com a visita de músicos e turistas e com a população participando dos espetáculos. A Oficina conta com recursos do Governo Federal, da Prefeitura de Curitiba, do Itaú e com apoio de diversas instituições.

A Prefeitura de Curitiba rebateu a tentativa de Rafael Greca de suspender a 35ª Oficina. No site do evento (http://www.oficinademusica.org.br/) esclarece que a programação está mantida entre os dias 7 a 29 de janeiro. A Fundação Cultural de Curitiba reforça que o evento é importante para a cidade e lembra que nunca deixou de ser realizado, mesmo em momentos de dificuldades financeiras. “Em 2013, quando assumimos, não havia recursos para a realização da Oficina. Mas fizemos um grande esforço e mantivemos o evento, que atrai pessoas de todo o Brasil e de vários outros países”, afirma o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli.

A FCC ainda encerra a nota dizendo que será de inteira responsabilidade de Greca, quando assumir, a manutenção ou a realização do evento que reúne músicos, estudantes e plateia em geral.

Plano de Carreira

Outro debate entre as duas gestões que deve ser travado é o plano de carreira dos servidores da FCC. Enviado em abril de 2016, ele ficou parado até novembro, quando o sindicato cobrou agilidade na tramitação e votação do projeto. Caso ele não seja votado até 21 de dezembro, quando a Câmara Municipal entra em recesso e sancionada por Fruet, o projeto caduca, tendo que ser reencaminhado, ou pode parar na gaveta de Greca.

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