O Sindijorzão é uma ideia

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Você sai do Sindijorzão, mas o Sindijorzão não sai de você. Essa é a verdade. Ainda mais agora que começou o Brasileirão… ZZZZzzzzz… tudo morno.

Vai ser a mesma coisa de sempre.

Daqui uns dias começa a dança dos treinadores, dança dos jogadores, dança disso, dança daquilo… blá blá blá…

É a mesmice do futebol moderno. Talvez por isso fui intimado a conversar com o novo mandachuva da CBF.

Fiquei lisonjeado em saber que o Perrellinha, parente do helicoca e atual presidente da CBF, quis ‘resenha’ comigo. Ele veio até a capital paranaense pra traçar umas linhas estratégicas sobre o Brasileirão.

Pediu minha assessoria.

Fui, ouvi e voltei.

E como eu já imaginava, ele quis transferir a alegria do Sindijorzão para o Brasileirão. “Impossível” – eu disse. Tive que explicar o motivo.

“Misturar a ideia do Brasileirão com a do Sindijorzão é como se uma sociedade visse, ao mesmo tempo, o que ela tem de intolerável (CBF), e visse também a possibilidade de outra alternativa (Sindijorzão). Se rompermos com o intolerável, eu topo”.

Óbvio que ele pipocou.

Como diria meu amigo Gilles Deleuze: “a maioria é ninguém e a minoria é todo mundo”. E o Sindijorzão é todo mundo. Todos os jornalistas. Ele está em cada jogada de classe da Halanna, ou, no oposto disso, nas anti jogadas do Soroca.

A única novidade dessa conversa com o Perrellinha foi saber que os marqueteiros políticos brasileiros preparam uma verdadeira campanha utilizando os símbolos do Sindijorzão.

Isso me chocou! O sistema quer roubar o ‘jeito Sindijorzão’ de ser. Sim, galera. A política quer roubar nossos heróis.

Tudo começou com essa nova ‘nomenclatura dos políticos’ (nome… simbologia… sobrenome). Dizem que é estratégia. Ok.

Mas se ficasse só em Lula e Moro até vá lá.

O problema é que durante a reunião com o presidente da CBF, fui informado que a tendência é que a partir dessa semana tenhamos que chamar o presidente da república de Michel Cavadinha Temer.

Além do chefe do executivo nacional, outros nomes já anunciaram mudança: Renan Soroca Calheiros, Carmem Paris Lúcia, Manu Halanna D’Ávila, Aécio Manolo Neves, Magno Valkiller Malta, Rodrigo Rogito Maia e por aí vai…

Ridículo.

E já que eu falei no Rogito, quero lembrar que o Sensacionalistas se superou. O time é o primeiro tricampeão do torneio e o único a se tornar um exportador de títulos.

Isso mesmo!

Prova disso é que um ex jogador raiz dos roxinhos conquistou troféu em outra agremiação. Ou seja, saiu do time e levou a ideia. E vitoriosa, por sinal.

Assim como o time Nem Uma a Menos é mais que uma equipe, é uma ideia. Carregada de muita atitude.

Por fim, nessa primeira semana sem torneio, sem churras, sem Bendicta, sem dança, sem costelão, o que fica é a saudade. Por isso, pra deixar uma mensagem alegre, positiva, linda e sábia, a cereja no bolo, vou revelar o grande segredo do Sindijorzão 2018!

Quem disse “cara, minha cueca rasgou durante o jogo! Mas não parei. Joguei com ela rasgada mesmo. Com minhas bolas balançando e a cueca entrando no cu” foi o Michael Jackson.

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