Onde foi parar o apoio incondicional ao Paraná Clube?!

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Não estou satisfeito. Preocupado? Sim, muito! Mas não acho que é o momento de sair agredindo jogadores, treinador e especialmente a direção. Nem tanto céu e nem tanto inferno. Estamos pagando o preço de ter que reconstruir um time por ano. Sempre foi assim. Inclusive no início dos anos 2000, quando estávamos na primeira divisão. E ainda assim no Nacional montamos os bons times de 2003, 2005 e 2006.

Contratar errado ou investir em uma promessa que vira decepção são riscos que temos que correr. Muitos vão dizer que deveríamos segurar o elenco do ano passado. Mas sabemos como funciona a cabeça dos jogadores, pensam sempre no retorno imediato, como aliás pensa a maioria dos profissionais.

O que não podemos esquecer é que mudam os jogadores, mas a direção continua. O presidente não pode abandonar sua filosofia de trabalho porque o Renatinho, por exemplo, não admite receber menos que tantos mil reais. Se queremos construir um time sólido precisamos parar com o imediatismo e pensar a médio e longo prazo.

Mas então, o que fazer? Guardar as críticas pra si? Claro que não! É possível criticar, mas sem ofensas pessoais. Sem o pessimismo rancoroso. Em 2017 formamos uma atmosfera perfeita. Se aquele time era melhor? Muitos já cravam que sim. Eu prefiro dar tempo ao Wagner Lopes e a quem está chegando.

Temos mais de dois meses até a estreia na Série A, o que deve ocorrer no dia 14, 15 ou 16 de abril, contra o São Paulo, no Morumbi. Até lá temos a obrigação de manter a Vila cheia e confiar no trabalho que está sendo realizado desde 2015.

Por Marcio Mittelbach
Guerreiro Valente, Terra Sem Males

Foto: Joka Madruga/TERRA SEM MALES

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