Pandemia: desafios para a escola pública

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O dia que a escola parou

por Antonia Arruda Campos* e Luiz Antonio de Oliveira** | Foto: Joka Madruga

Ano 2020. Mais um fardo colocado sobre os ombros do trabalhador. Aprender lidar com os desafios de uma pandemia (novo Corona vírus) e com os abusos do neoliberalismo que se aproveita para avançar na destruição dos direitos. Enquanto a ciência recomenda o isolamento em nossas casas, o governo empurra a população para o genocídio de mercado. Sem políticas de inclusão que a situação requer.

Assim, o governo central do Brasil e seus comparsas nos estados sustentam o pacto genocida pegando carona na pandemia coronavirus. Dito de outro modo, a aceleração das reformas que destroem o Estado, que retiram direitos, politica de higienização social e étnica em curso. 

Saúde privada não salva vidas. E o Estado vai a reboque dos interesses privados e mercadológicos. No mesmo cenário, a educação tem sofrido desmonte articulado em projetos governamentais que se sucedem: avaliações externas (SAEB, Prova Brasil, Prova Paraná e outras) e vê esse processo se aproveitar da pandemia para acelerar o processo. A angústia tem se instalado e a inquietude marca o cotidiano dos profissionais da educação. 

O foco na demanda da sociedade capitalista expressa nas ações do Estado ultraneoliberal que são as aulas à distância, desconsiderando as condições da população quanto a recursos tecnológicos, ambiente e condições de dar conta de tal responsabilidade. Tal situação evidencia desrespeito aos profissionais da educação, aos alunos da escola pública, e, suas famílias. Promove-se, ao lado da possibilidade da contaminação pelos vírus, o adoecimento sistemático de todos os envolvidos.

Nesse momento caótico que estamos vivendo mundialmente. O compromisso de nossos governantes deveria ser salvar vidas, atender as necessidades básicas de sobrevivência. O ano letivo representa tão pouco diante dos riscos que as pessoas correm, ficando expostos a esse vírus que está vitimando milhares e milhares de pessoas mundo afora. 

De outro lado, é preciso dizer que a saída da crise sanitária, econômica, social e políticas desencadeadas, só serão possíveis como práticas de políticas públicas de recomposição do Bem-Estar Social. É impossível sair da crise com ações de austeridade. A recuperação exigirá o fortalecimento do Estado!

Confira o vídeo que inspirou este artigo de opinião:

*Antonia Arruda Campos, acadêmica especial do PPEd UENP – Campus Jacarezinho, 2020

**Luiz Antonio de Oliveira, professor do PPEd UENP – Campus Jacarezinho

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