Para entender a história do “salário top” do presidente do Paraná

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No dia 22 de março a Gazeta do Povo noticiou que o presidente do Paraná Clube, Leonardo Oliveira, vai receber R$ 25 mil por mês para administrar a dívida do Clube na justiça. Muita gente não leu a matéria toda e saiu dizendo bobagem por aí, colocando em dúvida a moral dessa gestão.

Que fique claro que não quero eximir a diretoria de 100% da responsabilidade pelos boatos, pois só na última quarta-feira, 28/3, é que saiu um pronunciamento oficial. Acontece que o Paraná não conseguiu o direito ao ato trabalhista propriamente dito.

Os 20% da receita serão retidos, mas o Clube não terá autonomia total, teve de eleger um administrador da dívida.  Pela lei, esse administrador precisa se dedicar exclusivamente à função e ser remunerado. Foi então que surgiu a ideia de colocar o próprio presidente – que até então não recebia nada – na função. Afinal, ninguém melhor do que ele para defender os interesses da instituição, certo?

Mas é comum um salário desse para um interventor? Normalmente alguém que exerce essa função e que responde criminalmente pelo caso recebe 5% da dívida. Muito mais do que o presidente vai ganhar para administrar o rombo do Clube, que hoje está em R$19 milhões.

Nessa discussão não se pode cair na hipocrisia. O salário é bem maior que a média do trabalhador comum, sim, mas é preciso levar em consideração a complexidade e a responsabilidade da função.

O que importa é que está sendo dada a devida atenção ao problema. Foi inclusive esse arranjo judicial que permitiu a vinda do patrocínio da Caixa Econômica Federal. Em breve teremos um clube sem amarras, livre pra figurar entre os melhores do país!

Texto: Marcio Mittelbach

Foto: Rodrigo Sanches/Paraná Clube

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