Petrobrás reduz efetivo mínimo de trabalhadores e petroleiros da Repar preparam greve

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O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina denuncia que medida recente da Direção da Petrobrás, sob o comando de Pedro Parente, implantou de forma unilateral, sem qualquer negociação com os trabalhadores, a redução média de 25% dos números mínimos dos postos de trabalho em todas as unidades de refino de petróleo.

O Sindipetro está atuando em diversas frentes para denunciar os riscos da redução de trabalhadores e prepara uma greve, mobilizando os funcionários da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), situada na área industrial de Araucária, região metropolitana de Curitiba.

Estão ocorrendo reuniões nas trocas de turno. De acordo com informações do Sindipetro, durante as mobilizações, os dirigentes sindicais entregam dois formulários aos trabalhadores. O primeiro é de recusa da realização do trabalho operacional nos termos propostos pela empresa, devido aos riscos de operação dos equipamentos, à saúde, ao meio ambiente e à segurança pessoal e coletiva. O outro é da renúncia à brigada de incêndio, por compreender que a alteração do efetivo mínimo nas unidades operacionais trouxe insegurança ao meio ambiente laboral, aos trabalhadores, em especial aos brigadistas.

O Sindicato ainda tem orientado o preenchimento do formulário da FUP de denúncia de não conformidades de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).

O Sindipetro e a FUP têm feito uma série de ações no para tentar barrar ou ainda negociar a redução do efetivo. Uma denúncia foi encaminhada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que expõe o descumprimento da regra da própria empresa de Sistema de Gestão de Sistema Operacional (SGSO) em relação à movimentação de pessoal. Também forma feitas denúncias a órgãos ambientais sobre os riscos da operação das unidades com efetivo insuficiente, a fim de chamar a atenção da sociedade.

No âmbito jurídico, além das audiências de dissídio coletivo movidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em função da iminente greve, o Sindicato busca processar na esfera criminal os gestores que aceitarem expor os trabalhadores ao risco.

Uma carta aberta à população também está sendo divulgada pela entidade sindical para alertar sobre os riscos para quem mora no entorno da Repar.

A redução do efetivo de trabalhadores é orientação para todas as unidades da Petrobrás no país e a primeira consequência foi um acidente registrado na Bahia, em que um operador se queimou em serviço. No último domingo (18), dois trabalhadores da refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, foram intoxicados pelo vazamento de gás sulfídrico e por pouco não morreram.

Os trabalhadores da Repar, no Paraná, estão sendo orientados e recusarem a determinação da Petrobrás por motivo de segurança. O efeito imediato da diminuição de empregos é a precarização das condições de trabalho e o consequente aumento dos acidentes industriais.

O Conselho Deliberativo da FUP vai indicar a data da deflagração da greve nacional dos petroleiros contra a redução dos efetivos nas refinarias.

 

Por Paula Zarth Padilha, com informações do Sindipetro PR/SC
Foto divulgação Sindipetro
Terra Sem Males

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