Sindicatos e Associações garantem participação na Comissão que analisa o transporte coletivo de Curitiba

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Trânsito caótico em Curitiba. Foto: Joka Madruga

Por Pâmela Leony, do Sindijus-PR.

Em defesa do transporte público de qualidade, como serviço essencial aos cidadãos de Curitiba e Região Metropolitana, Sindicatos e Associações e Movimentos Populares conversaram nesta quarta-feira (20) com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, para manifestar a preocupação com o aumento da tarifa do Transporte Coletivo, que passou de R$2,60 para R$2,85.

Segundo as entidades a elevação está acima do índice inflacionário – de 9,6%, portanto, 4% acima do índice de inflação calculada pelo INPC – e por este motivo, querem que a discussão seja ampla com a sociedade. Além disso, solicitaram ao prefeito a entrada de um representante participar da comissão, criada por ele, para analisar o Sistema de Transporte Coletivo do Município de Curitiba.

Para o representante da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Lafaiete Neves, o prefeito não tem outra opção, senão seguir o exemplo da história política de seu pai, o ex-pr efeito Mauricio Fruet — de abrir a caixa-preta na Urbanização de Curitiba S.A (URBS). Para Lafaiete, até que a comissão conclua seus estudos e um diagnóstico do sistema, “o valor da tarifa deveria ficar congelado”.

“A sociedade tem o direito de saber o custo real da passagem. Os trabalhos que a URBS realiza, como por exemplo: licitações deveriam ser transparentes, levando em conta que é um órgão público”, explicou.

Mário Cândido de Oliveira, diretor do Sindijus-PR e um dos representantes que estavam na reunião com o prefeito, disse que “é importante dar apoio para a abertura da “caixa preta” da URBS para virar esse jogo em favor dos consumidores desse serviço. A população precisa saber pelo que está pagando”.

PARTICIPAÇÃO

Gustavo Fruet afirmou que a comissão presidida pelo presidente da URBS, Roberto Gregório da Silva Junior tem prazo de 90 dias, prorrogáveis, para concluir o trabalho e apresentar como a tarifa é n a prática, no rateio do custo do transporte, quanto menor o número de pagantes, maior o custo por passageiro, entre outras questões.

A ideia é ampliar a discussão, avaliando de forma mais clara o modelo vigente. “O assunto será tratado com transparência e de acordo com critérios técnicos”, ressaltou o prefeito.

Fruet aceitou o pedido das entidades de integrarem a Comissão, que agora devem indicar um representante, mas alertou que as reuniões são publicas e qualquer pessoa pode assistir. “Estou fazendo este trabalho para que a sociedade esteja integrada, e brigarei centavo por centavo para defender o cidadão que utiliza o transporte coletivo”, enfatizou.

ENTIDADES

Acompanharam a audiência pública o vereador de Curitiba e presidente do PT municipal de Curitiba Jonny Stica, o Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos do Paraná (Dieese) e os representantes das entidades: Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus-PR), Movimentos Sociais do Paraná, Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região (SEEB), Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon), Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região (Sindimoc), Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Paraná (Fetec/CUT), Sociedade Peatonal, Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CICLOIGUAÇU), Assembleia Popular Paraná, Centro de Pesquisa e Apoio ao Trabalhador (CEPAT), Levante Popular da Juventude, Centro de Formação Urbana-Rural Irmã Araújo (Cefuria), Movimento Popular por Moradia (M PM), Resistência Urbana, Organização Nova Primavera de Direitos Humanos e Cidadania, Diretório Central dos Estudantes da UNICURITIBA, e o Diretório Acadêmico Clotário Portugal – Direito (UNICURITIBA).

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