SindijorPR vai denunciar demissões da Gazeta do Povo ao Ministério Público do Trabalho

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Gustavo Vidal, presidente do Sindijor, durante ato contra perseguição e demissões de jornalistas, em maio de 2015. Foto: Joka Madruga.

É com extrema preocupação que o SindijorPR recebe a informação da continuidade das demissões de jornalistas no jornal Gazeta do Povo. Nesta quarta-feira (12), foram anunciados os desligamentos de outros onze profissionais do impresso. Há algumas semanas, a empresa havia demitido três jornalistas e fechado posto de trabalho. Os cortes de hoje também atinge outras áreas do jornal, como a gráfica.

O Sindijor condena, veementemente, demissões como modelo de gestão para combater qualquer crise, ignorando o fato de que não se faz jornalismo sem jornalistas. Foram demitidos, inclusive, profissionais premiados, o que mostra a desvalorização desses trabalhadores que fazem a imagem do jornal. Por outro lado, na contramão da crise, a Gazeta do Povo mantém os altos cargos da burocracia da empresa e com salários mais altos.

A entidade também repudia essa prática que tornou-se recorrente desde o segundo semestre do ano passado. Em agosto de 2014, 23 profissionais haviam sido demitidos pelo jornal Gazeta do Povo. Seja no formato das demissões massivas ou mesmo a conta-gotas, o saldo final é uma redução drástica de profissionais. Ao todo, entre 2011 e 2014, o GRPCOM demitiu 78 profissionais, sendo 43 da Gazeta do Povo, 25 da RPC-TV e 10 da Tribuna do Paraná, que se somam às 13 do ultimo mês na Gazeta.

A entidade que defende os trabalhadores registrou que, nos últimos dois anos, dez empresas no estado demitiram 156 profissionais. Ao todo, foram 287 demissões no período, em rádio, TV e jornal.

O SindijorPR se compromete a dar todo auxílio jurídico aos jornalistas e já prepara medida judicial contra as recentes demissões. Os casos também serão levados ao Ministério Público do Trabalho, devido ao fracionamento das demissões, uma tentativa de descaracterizar dispensa coletiva, prevista na Convenção dos jornalistas.

Fonte: SindijorPR

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