STF determina que igreja ligada a Cunha seja julgada por Moro

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Por Paula Zarth Padilha e Manoel Ramires
Terra Sem Males

Nesta quarta-feira, 11 de maio, o ministro do STF Teori Zavaski determinou que processo que trata de propinas envolvendo a Petrobrás, Eduardo Cunha e a Igreja Assembleia de Deus seja julgado pela 13ª Vara Federal de Curitiba, a vara criminal da primeira instância especializada em lavagem de dinheiro sob titularidade do Juiz Federal Sérgio Moro, onde tramitam os processos da Lava Jato.

Trata-se da petição 5933, em que a Assembleia de Deus teria solicitado foro privilegiado ao STF ou que o processo tramitasse em São Paulo, sede da igreja. De acordo com o STF, “o processo investiga o suposto recebimento de propina pelo deputado federal Eduardo Cunha por meio da Igreja Assembleia de Deus, por fatos que guardam relação com crimes que envolvem a Petrobras”.

Mas o ministro do STF considerou o desmembramento da investigação de Cunha e remeteu à 13ª Vara de Curitiba “para análise de eventuais delitos praticados pela entidade, tendo em vista que a situação narrada nos autos da Pet 5933 aparentemente guarda pertinência com inquéritos e ações penais em curso naquele juízo”.

Com essa decisão, Eduardo Cunha segue sendo investigado pelo Ministério Público Federal no inquérito 3983 e mantendo foro privilegiado, mesmo tendo sido afastado das suas funções de deputado federal.

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