Traiano impede entrada de servidores na Assembleia Legislativa do Paraná

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Servidores intensificam resistência contra os ataques do Governo Beto Richa

 

Por Gustavo Henrique Vidal – Fórum dos Servidores

 

Os dias de luta dos servidores do Paraná parecem não ter fim. A cada virada de ano o governo PSDBista de Beto Richa apronta surpresas desagradáveis, afrontando direitos e aumentando o sucateamento do Estado.

Contrários ao calote da Data Base, mais de 500 servidores se reuniram hoje (1º) no Centro Cívico de Curitiba para protestar contra a falta da reposição da inflação e o desmonte do Estado praticado por Beto Richa.

A data marcou a posse da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Reconduzido à Presidência, Ademar Traiano, mais uma vez, impediu que servidores ocupassem as galerias. Atitude previsível de quem tem o que temer, já que vota contra qualquer direito dos trabalhadores para garantir as vontades do governador.

Isso não desanimou as centenas de pessoas do lado de fora. Em reação à negativa de poder vaiar das galerias quem endossa o desmonte do Estado, servidores fecharam todos os acessos à Alep. Durante duas horas, convidados, a maioria prefeitos e vereadores, foram conduzidos ao Plenário pelo estacionamento do Tribunal de Justiça, via subsolo da Assembleia.

A atitude de Traiano revoltou os deputados de oposição Nereu Moura, Requião Filho, Professor Lemos e Tadeu Veneri que abandonaram a cerimonia de posse e ficaram do lado de fora conversando com servidores.

DATA BASE

A manifestação de servidores denuncia o que o Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores (FES) havia previsto: tem recursos para pagar o reajuste. Ainda no ano passado, os cálculos do Fórum apontavam que o orçamento cresceria entre 6,5 e 7%. O ano encerrou com acréscimo no orçamento de 7,2%, diferente dos 3% que o governo esperava.

Mesmo com orçamento maior, o governo não sinaliza que vai honrar com a reposição da inflação em 2017. Ainda em 2016, o secretário de Fazenda, Mauro Ricardo, afirmou nas mesas de negociação que caso sobrasse orçamento, “a primeira dívida a ser paga era o reajuste”. Parece que o governo quer mesmo é mais enfrentamento com as categorias.

O FES reforça que a resistência dos servidores ao calote e aos ataques a direitos será intensificada. Não há confiança na palavra de caloteiro que não honra nem mesmo as leis que propõe. A luta vai seguir até que os direitos sejam garantidos.

PLENÁRIA

Nesta quinta-feira, dia 02, representantes dos 22 sindicatos que integram o FES se reúnem para planejar as atividades de 2017. Os servidores discutirão outras formas de pressão nos próximos meses e novas mobilizações serão realizadas. Uma paralisação geral não será descartada. A plenária estadual do FES acontece na APP-Sindicato a partir das 09 horas.

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