Vítimas de desabamento em São Paulo estão acampadas no Largo do Paissandu

Colabore com o jornalismo independente, compartilhe.

Um Ato em Defesa da Moradia e contra a criminalização de quem ocupa será realizado na próxima quarta-feira, 09 de maio

As famílias atingidas pelo desabamento e incêndio do prédio de vidro que desabou no dia 1º de maio permanecem acampadas no Largo do Paissandu, em frente ao local onde moravam, para reivindicar políticas públicas de moradia. Uma assembleia realizada na última sexta-feira, 04 de maio, definiu uma pauta de reivindicações com necessidades urgentes dos desalojados, como banheiros químicos.

Os ex-moradores do prédio também exigem o cumprimento do que foi prometido pelas autoridades, como auxílio-aluguel e encaminhamento para moradia popular definitiva, que sejam construídas para famílias de baixa renda no terreno da antiga ocupação, “em homenagem e memória de nossos mortos”.

Além de permanecerem acampadas próximas ao local do desabamento, as famílias organizam um ato em defesa da moradia e contra a criminalização das ocupações, que será realizado na próxima quarta-feira, 09 de maio, a partir das 14 horas, na Praça da Sé. Os manifestantes vão realizar uma marcha com destino ao Largo do Paissandu, passando pela Caixa Econômica Federal, CDHU e Prefeitura, e será encerrado com um Ato Ecumênico e Solidário no Largo.

Saiba mais: Organizações emitem nota sobre tragédia de SP

Desabamento Wilton Paes de Almeida: retrato da negação do direito à moradia pelo Estado

Prédio que desabou em SP deixou vítimas. Entre elas, os movimentos de moradia

Por Paula Zarth Padilha
Foto cedida por Daniel Arroyo/Ponte
Terra Sem Males

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *