A estratégia suicida de punir a diretoria do Paraná Clube deixando de ir aos jogos

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por Marcio Mittelbach
Guerreiro Valente, Terra Sem Males

Tem gente tratando o Paraná Clube feito uma criança que vai mal na escola. Mesmo o time correndo risco de rebaixamento, o castigo é o abandono. Em uma tentativa maluca de punir a diretoria, muitos já quebraram o cartão de sócio e dizem que não vão mais aos jogos esse ano.

Pois bem, se os jogadores já parecem não ter o mesmo brio do primeiro turno, o que dizer com a Vila Capanema ainda mais vazia. Sim, porque apenas quatro equipes têm média de público pior que os 2.511 torcedores que acostumam apoiar o Paraná Clube: Oeste, Luverdense, Tupi e Bragantino.

Restam dez rodadas e se a gente não quer ficar na série B, tem gente que quer. Inclusive duas equipes que têm campanha pior que a nossa – 15ª posição – têm média de público maior. Ninguém está falando em ir para o estádio tietar jogador ou tapar o sol com a peneira. Falamos que o lugar certo pra criticar é no estádio, é na orelha dos jogadores, do treinador, da diretoria.

Precisamos apontar os erros mas também saber valorizar os avanços. Não dá pra decretar terra arrasada por conta de que os resultados esse ano não apareceram. Ou já nos esquecemos do bom campeonato paranaense que fizemos depois de anos, com média de público de 6.731 torcedores?

A contratação de jogadores ruins, a venda dos nossos destaques, assim como a venda do principal mando de jogo do campeonato são elementos que podem e devem ser questionados. Só que, nesse momento, assegurar vaga na série B é manter vivo um projeto traçado para três anos.

Criticar, sim. Se indignar, sim. Mas abandonar o time, jamais!

Todos à Vila neste sábado, 8/10, às 21h, encarar os alagoanos do CRB!

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2 thoughts on “A estratégia suicida de punir a diretoria do Paraná Clube deixando de ir aos jogos

  • 7 de outubro de 2016 em 16:50
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    Prezado Marcio Mittelbach,

    Você pede para que os torcedores não abandonem o clube, mas o que o clube faz em troca desse “APOIO”??? Os sócios são tratados como palhaços, sem beneficios que os valorizem, somente uma parcela da torcida é beneficiada com ingressos (os quais são vendidos no portão do estádio), os jogadores estão pouco se lixando para o sentimento do torcedor, fazendo pouco caso, batendo boca em aplicativos de conversa com os torcedores, não gostando de serem cobrados… Ae vem a gloriosa diretoria e da um tapa na cara e um soco nas partes inferiores dos torcedores, vendendo o jogo contra o Vasco para o Espírito Santo, e voce vem me falar que a estratégia suícida é do Torcedor??? Se o panaroma fosse outro, com o clube lutando pelo G4, a torcida iria sim comparecer, se o plano de sócio fosse vantajoso, muitos já teriam o feito… Mas não é o jogador que veste a camisa e pisa no gramado para jogar… e sim os jogadores – se assim podemos os chamar -, mas eles não fazem nada por merecer o apoio do torcedor paranista que está calejado de tanto sofrer… seja pelas diretorias, seja por jogadores de m****… Mas o maior sofrimento, para quem eh paranista de verdade, é dizer que não vai mais a vila sagrada…

    PS> Sou sócio, em dia com minhas obrigações com o clube, mas sem retorno do que invisto nele…

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  • 11 de outubro de 2016 em 13:48
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    Pedro, você tem a sua visão, é um direito seu. Acho que a grande divergência entre nossas opiniões é a que eu entendo que essa diretoria encontra sérias dificuldades que vêem de outros tempos e isso atrapalha muito. Vender o mando de jogo foi uma questão de sobrevivência das finanças. Digo que é uma estratégia suicida prq sem gente no estádio não entra dinheiro e a cobrança frente os jogadores é menor. Na minha opinião, isso não resolve em nada só agrava.

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