A greve dos professores e o reajuste dos salários

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Na assembleia do dia 05 de maio professores estaduais votaram pela continuidade da greve. Foto: Joka Madruga.

A APP Sindicato divulgou que tem sido questionada sobre o porquê da manutenção da greve da categoria e pede ajuda para esclarecer a população sobre a continuidade do movimento, mesmo após o massacre dos professores, da lei que alterou a ParanáPrevidência e com uma decisão judicial que considerou a greve ilegal. A greve continua, entre outras reivindicações, pelo reajuste de salário.

A data-base da categoria, que define o prazo anual para negociações de salários, é 01 de maio e a falta de comprometimento do governo estadual com o reajuste dos professores pesou para que a categoria deliberasse, em assembleia realizada no último dia 05 de maio, no estádio da Vila Capanema, em Curitiba, pela continuidade da paralisação.

Uma reunião foi realizada nesta terça-feira, 12 de maio, com representantes da Secretaria Estadual de Educação, e a reivindicação dos professores é que o governo garanta, no mínimo, a reposição da inflação. De acordo com a APP, o governo pediu prazo até dia 19 de maio para se posicionar.

Aumento real nos salários – Aumento real é o percentual de reajuste no salário acima do índice de inflação registrada no período da data-base. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entidade que assessora os sindicatos nas negociações coletivas, 91,5% das categorias de trabalhadores que têm seus reajustes de salário via negociação coletiva tiveram aumento real no ano de 2014, incluindo negociações do setor público e privado. O Dieese também registrou que nos primeiros meses de 2015, as negociações coletivas estão apresentando ganho real maior. E o governo estadual não quer nem conceder a reposição da inflação.

Pauta de reivindicações dos professores: 

  1. Data-base (8,14%).
  2. Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro.
  3. PSS – Pagamento pela maior habilitação.
  4. Porte de Escola (condições de trabalho).
  5. Concurso Público para professores e funcionários.
  6. Enquadramento dos aposentados no nível II.
  7. SAS.
  8. Hora-atividade de 50%.
  9. Incorporação do auxílio-transporte ao salário.
  10. E a não punições e faltas aos(às) trabalhadores(as) da Educação em greve.
  11. Calendário único de reposição.

Saiba mais: Porque a nossa greve continua

 Governo não apresenta nada: greve continua!

 Para nunca esquecermos: reajustes são conquistas da categoria

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

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