A importância da imagem como instrumento de luta dos sindicatos

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O uso da imagem é tema de debate no 4º Seminário Unificado de Imprensa Sindical

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

O repórter fotográfico Joka Madruga, editor do Terra Sem Males, e o videomaker da Agência Pública, José Cícero da Silva, falaram sobre a importância do uso da fotografia e do audiovisual nas coberturas de atos e mobilizações do movimento sindical.

Joka destacou que em tempos de uso da tecnologia, especialmente de celular, os Sindicatos como consequência descuidam do tratamento profissional que um fotógrafo pode garantir, como qualidade, enfoque e como forma de ampliar a visibilidade das ações. Como exemplo, Joka demonstrou a repercussão de seus trabalhos contratados pela APP Sindicato, durante a greve dos educadores de 2015, que culminou no “massacre de 29 de abril”, com suas fotos repercutidas em sites de notícias do mundo todo; e na última greve dos bancários, que ele realizou a cobertura em Curitiba mas que ilustraram a greve em diversos locais do país.

Joka também deu orientações aos jornalistas sindicais e dirigentes de Sindicatos sobre a autorização e uso da fotografia, afirmando que as fotos que circulam pela internet tem donos e que nem sempre os fotógrafos são simpáticos a sindicatos ou aos movimentos sociais e que é preciso solicitar autorização prévia.

José Cícero, da Pública, falou sua abordagem direcionada aos direitos humanos, sobre a função do jornalismo e sua ligação com a imagem. “Objetivo do jornalismo é colocar luz onde está escuro”. Uma das perguntas dos participantes foi sobre o limite da fotografia e os direitos humanos. Para Cícero depende de cada profissional saber estes limites, pois vai da sensibilidade de cada um.

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