Agentes penitenciários marcham nesta quarta no Centro de Curitiba para chamar atenção para a situação do sistema

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Ato acontece nesta quarta-feira, dia em que a direção do SINDARSPEN será recebida pela SEFA

Os agentes penitenciários do Paraná fazem nesta quarta-feira (12) uma mobilização no Centro de Curitiba para chamar a atenção da sociedade para os reflexos do caos do sistema penitenciário na segurança pública. O ato acontecerá no mesmo dia em que a direção do sindicato da categoria, SINDARSPEN, será recebida pelo coordenador de orçamento da pasta, João Giona.

Entre as várias pautas dos agentes penitenciários, está a contratação de mais efetivo. O último concurso realizado vence em 05 de julho. Ainda restam 1.200 aprovados aguardando para serem chamados. Com as promoções realizadas em janeiro deste ano, 545 vagas foram abertas na classe de acesso à carreira (classe III), porém, a SEFA tem se negado em autorizar as contratações, mesmo diante de pedidos da Secretaria da Segurança Pública e do Departamento Penitenciário.

A falta de profissionais nas unidades penitenciárias vem sendo denunciada pelos agentes há anos e está chegando a patamares cada dia mais alarmantes. No dia 2 de abril, por exemplo, houve rebelião Cadeia Pública Laudenir Neves, em Foz do Iguaçu, e um agente de cadeia ficou por quase duas horas como refém. A escala da unidade mostra que havia apenas 8 agentes de plantão no dia, quando deveria haver, pelo menos, 26 para dar conta dos 385 presos da unidade. O trabalhador que ficou como refém era contratado por PSS (agente de cadeia) sem o devido preparo para lidar com a massa carcerária. Em março, outra agente de cadeia passou 22 horas tendo a vida ameaçada em rebelião na Penitenciária Feminina de Piraquara. Ana Paula Valeriano também era temporária e não integrava a carreira de agente penitenciário.

“Rebeliões e fugas são reflexo da falta de investimentos no sistema. Os agentes arriscam a vida todos os dias trabalhando nessas condições precárias, mas toda a sociedade paga a conta do descaso, como quando há fugas de pessoas perigosas que deveriam estar cumprindo pena”, explica a presidente do SINDARSPEN, Petruska Sviercoski.

Waleiska Fernandes
Sindarspen

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