Alma lavada

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Roger Pereira
Coluna GV Inferior, tudo sobre o Atlético Paranaense
Terra Sem Males

O campeonato ainda não acabou, a história do futebol ensina que comemorar antes da hora pode custar muito caro, mas a vitória do Atlético, no último domingo, sobre o Coritiba, na primeira partida da final do Campeonato Paranaense foi para lavar a alma. Foi a primeira atuação convincente do Furacão e a primeira vitória no clássico dentro da nova Baixada.

E foi na hora certa. O 3 a 0 feito de forma incontestável, com amplo domínio atleticano durante todo o jogo fez o Furacão derrubar, em grande estilo, a sina de se complicar nos clássicos, mesmo em seus domínios, independente da qualidade das equipes e da fase que elas atravessam no momento do confronto. A campanha irregular no estadual, a classificação sofrida diante do Paraná Clube e a boa fase do rival, que cresceu nas rodadas finais e passou com autoridade pelos adversários do mata-mata, colaborou para o clima de desconfiança do torcedor atleticano.

Tanto que a Arena não lotou e, no primeiro tempo, os gritos da torcida intercalavam-se com o silêncio de apreensão. O Atlético dominou o rival desde o primeiro minuto, mandou no jogo, mas não conseguiu abrir o placar no primeiro tempo, diante de um Coritiba que, visivelmente, entrou em campo para empatar, com uma postura totalmente defensiva e fazendo cera desde a primeira etapa. A tensão crescia na GV Inferior, o filme parecia que ia se repetir: “jogamos melhor, pressionamos e, daqui a pouco eles acham um gol numa bobeira nossa”, comentava um colega de arquibancada.

Mas, no segundo tempo, o placar fez justiça ao amplo domínio rubro-negro, coroando dois jogadores que tiveram atuação individual brilhante: o zagueiro Thiago Heleno, que anulou Kleber Gladiador, foi o autor do primeiro gol, depois de uma bela presença de espírito de Léo que apresentou-se para uma cobrança de falta curta, quando todos esperavam um chuveirinho na área.

Depois, o jogo foi de Ewerton, que deixava tonta a defesa coxa em suas jogadas de velocidade. Numa delas, os zagueiros rivais literalmente bateram cabeça e ele ficou livre para fazer o 2×0. Logo depois, só foi parado com falta, que Hernani bateu com maestria para fazer o terceiro. Pena que Hernani se exaltou na comemoração, recebendo um cartão amarelo e, na sequência, foi afobado em dar um carrinho no adversário, sendo, por isso, expulso de campo.

Se não, caberia mais. Independente do que vier a acontecer no próximo domingo no Couto Pereira, a vitória incontestável desta primeira partida serviu para lavar a alma do torcedor atleticano. E quem menospreza a disputa do campeonato estadual e a rivalidade local, defendendo que o time precisa focar em competições maiores, precisa ver a alegria no rosto de quem deixava o estádio neste dia 1º.

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