Altas da gasolina e transporte puxam IPCA pra cima

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Curitiba viveu gangorra de preços em 2016. Após alta em 2015, energia baixou. Ônibus teve maior alta do país.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,30%. Após recuar de 0,26% para 0,18% de outubro para novembro, o IPCA voltou a subir sob influência da aceleração dos grupos Alimentação e Bebidas, Despesas Pessoais e Transportes. Agora, o acumulado do ano passado ficou 6,29%.

Os principais impactos individuais no índice do mês vieram das passagens aéreas, com alta de 26,29% e da gasolina (1,75% ).  Houve elevação de preços em outros itens desse grupo, como seguro voluntário de veículo (2,92%), diesel (1,47%), etanol (0,75%) e conserto de veículo (0,57%). No caso da gasolina, o aumento foi reflexo do reajuste de 8,10%, a partir de 06 de dezembro. O diesel teve um reajuste de 9,50% na mesma data.

Em outubro, pressionado, o governo Michel Temer havia anunciado a redução do preço dos combustíveis. A Petrobras decidiu reduzir o preço do diesel em 2,7% (média Brasil) e da gasolina em 3,2% (média Brasil) na refinaria. A ideia da estatal era que o preço caísse cerca de cinco centavos nos postos. No entanto, o custo pago pelo consumidor não chegou a baixar. No Paraná, os preços se mantiveram na época. “É importante salientar ainda que a redução do preço é na gasolina A, e não inclui a carga de impostos nem o etanol anidro, que chega a 27% na mistura. Deste modo, não há no momento como fazer uma previsão técnica de quando a redução terá reflexos nos preços de mercado, bem como quais serão os valores”, informava o Sindicombustíveis do Paraná.

Curitiba – A capital paranaense registrou alta nos preços nos dois últimos meses do ano. O índice foi de 0,16% em novembro e 0,16% em dezembro. Mesmo assim, é o menor valor de INPC entre as regiões metropolitanas pesquisadas.

Atualmente, Curitiba ocupa a nona posição entre as capitais com cesta básica mais cara. Na cidade, o custo é de R$ 409,86. Levando em consideração o salário mínimo no final de 2016, isso representa 102h28min de tempo de trabalho, de acordo com o Dieese.

Além da cesta básica, alimentação e bebidas, mais alimentação em casa e fora registraram altas expressivas em 2016. O maior crescimento foi “comer na rua”. A alta chegou a 9,29%. Em casa, pesou o feijão (56,56%0), frutas (22%) e o arroz (16,16%), principalmente. Já a Cebola (-36,50%), a batata-inglesa (-29,03%), o tomate (-27,82%) e a cenoura (-20,47%) foram destaques entre os produtos que ficaram mais baratos no ano.

Curitiba também viveu uma gangorra de preços no transporte e na energia elétrica. As contas de energia elétrica ficaram 21,53% mais baratas, refletindo a redução, em 24 de junho, de 13,83% nas tarifas, aliada a reduções no PIS/COFINS durante o ano, além do retorno à bandeira verde. Curitiba havia tido a variação mais elevada de 2015 (12,58%), devido ao impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do ICMS sobre vários itens, com vigência desde o dia 01 de abril daquele ano, esclarece o IBGE. Contudo, o dinheiro que sobrou na conta de luz migrou para andar de ônibus. Em Curitiba ocorreu a maior alta (16,12%). A passagem subiu de R$ 3,30 para R$ 3,70 na capital, além de ter ocorrido a desintegração do transporte. O mês de referência para reajustes geralmente é fevereiro, se aproximando de uma nova alta.

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Por Manoel Ramires (informações IBGE)
Terra Sem Males
Foto: Chico Camargo/CMC

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