#AquiÉCorinthians: Domingo lamentável. E não pelo resultado.

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Por Geziane Diosti
Terra Sem Males

 

Vai, corintiano, abra seu coração. Confesse: Perder é ruim, mas perder para o Palmeiras é pior ainda. Foi só 1×0, mas foi “o” 1×0 que não precisava ter acontecido. O Corinthians vinha de uma série de resultados ótimos – cinco vitórias, goleadas permeando os resultados, mas como diz aquele ‘fabuloso’ ditado, “clássico é clássico e vice-versa”, então não havia favoritos. Jogo pegado, catimbado, e “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. E foi!

Poderia ter sido um empate se o Lucca não tivesse perdido o pênalti. Mas sejamos justos: méritos para o Prass, que estava no momento certo e fez bela defesa. Cássio pegou muito durante o jogo. Fechou o gol várias vezes, mas perdeu para Dudu, que saiu da reserva, se antecipou na cabeçada e botou a bola pra dentro do gol. Coisas do jogo. Coisas do futebol.

O fato é que, mesmo com a derrota, o Corinthians já está classificado para as quartas de final com a liderança geral do campeonato (32 pontos) – o Palmeiras, no Grupo B, está com 21. Foi a segunda derrota do Corinthians no campeonato – a primeira foi em outro clássico também, para o Santos, por 2×0.

Nesta semana, pausa no Estadual para retomar para a Libertadores. O Timão vai à Colômbia para enfrentar o Santa Fe nesta quarta (06), às 21h45 – lembrando que o jogo de ida foi 1×0 para nós, então, lembrar desse resultado e da boa campanha no torneio internacional pode dar um gás na turma.

#vaiCorinthians

Fora de campo…

Mas o domingo foi lamentável, e não pelo resultado. O Corinthians poderia ter vencido ou o jogo ter acabado no empate – o resultado seria o de menos se fora de campo as torcidas conseguissem viver em harmonia.

O fato é que saindo das quatro linhas a desordem, o caos, a impunidade e a violência desenfreada continuam. São bandidos vestidos de torcedores tirando vida de gente inocente, expulsando as famílias dos estádios – porque o medo é maior que a vontade de ver o time jogar – e acabando com a paz dos clássicos.

Só para listar alguns casos do domingo: um idoso que passava por São Miguel Paulista, na Zona Leste, e não tinha absolutamente nada a ver com nada, foi morto com um tiro no peito após confronto de torcedores. Em mais um episódio de “Detidos em clássicos”, dois torcedores (ou marginais?) que estiveram envolvidos no caso do menino Kevin Espada, morto na Bolívia em jogo do Corinthians pela Libertadores, também participaram das confusões deste domingo. Antes e depois da partida, mais de 30 pessoas envolvidas nos confrontos entre as torcidas foram detidas, mas já estão soltas após assinatura de termo circunstanciado.

Até quando vamos conviver com isso? Até quando as autoridades vão ficar sem fazer nada e de mãos atadas, com medo dos “chefões” das facções? Até quando o futebol vai ser sinônimo de guerra? Poderia listar inúmeros “até quando”, mas até quando vamos aguentar tantos questionamentos e nenhuma resposta?

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