Ato em defesa do emprego no HSBC paralisa Palácio Avenida

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Bancários fecham sede administrativa do HSBC em Curitiba. Foto: Joka Madruga

Nesta segunda-feira, 03 de agosto, após o país amanhecer com o anúncio da venda do banco HSBC no Brasil para o Bradesco, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região paralisou o Palácio Avenida, no centro de Curitiba, sede do banco no país.

Das 12h00 às 15h00 o Palácio Avenida permaneceu fechado e os funcionários do centro administrativo acompanharam a mobilização do lado de fora.

Foto: Joka Madruga

Para Cristiane Zacarias, coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC, a partir desse momento fica um pouco mais efetiva as decisões do movimento sindical. “Nós entendemos que o Banco Central precisa se colocar com responsabilidade nos reflexos sociais. Para isso o movimento sindical iniciou hoje em Curitiba uma atividade de conversa com os bancários de protesto denunciando também as autoridades responsáveis pelo processo de venda do banco”, destacou a dirigente.

Cristiane divulgou uma agenda de atividades para essa semana: na tarde desta segunda a direção do Sindicato se reúne; na terça reunião com a direção do HSBC e nos próximos dias reunião nacional da COE, a representação dos funcionários do banco. “A partir daí teremos várias atividades que se estenderão por todo o país para que a defesa do emprego do bancário do HSBC e do Bradesco seja feita de forma efetiva”, conclui a dirigente.

Para Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, a venda ainda não está concretizada e a entidade vai continuar mobilizada. “Nós ainda não nos damos por vencidos e ainda não aceitamos que o processo de negociação entre HSBC e Bradesco esteja terminado. Existem tramites legais e nós temos direitos constitucionais de nos inserir e nos colocar dentro desses tramites legais, não pela boa vontade do Cade nem do Banco Central, mas é nossa possibilidade de intervir no processo. Essa é uma luta nossa”, frisa o dirigente.

Foto: Joka Madruga

Elias classifica a compra do HSBC pelo Bradesco como “o pior cenário”, já que com a venda para o banco brasileiro está caracterizada a expansão comercial no país, sem o comprometimento com o emprego dos bancários. “Queremos algum comprometimento, através daquele único caminho que sempre tivemos que é a luta e da mobilização”.

Junior Cesar Dias, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito no Paraná (Fetec-CUT-PR), destacou que o Bradesco obteve lucro 18% maior em seu último balanço e a contrapartida foi o fechamento de 4 mil vagas. “Essa era uma preocupação que a gente tinha desde o início  porque sendo um banco que já atua no mercado nacional, isso tem um conflito de centros administrativos e a questão de rede de agências nós temos que inclusive conversar não apenas com os trabalhadores do HSBC, mas também com nossos colegas do Bradesco”.

Foto: Joka Madruga

Reportagem: Joka Madruga
Edição: Paula Zarth Padilha 
Terra Sem Males

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