Causa Palestina em destaque na Assembléia Legislativa do Paraná

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Ualid Rabah, diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal). Foto: Leandro Taques

Na tarde desta segunda-feira (20/05), a Causa Palestina foi pauta do Grande Expediente na Assembleia Legislativa do Paraná. A convite do deputado e presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais, Professor Lemos, Ualid Rabah, diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), explanou sobre a situação em que os palestinos se encontram no Oriente Médio. “A Causa Palestina é uma causa a qual advogamos, a ocupação que ocorre hoje na Palestina é uma agressão à humanidade. Lutamos para que esse quadro mude. Apoiamos um Estado Palestino independente, livre e soberano”, comentou Lemos ao convidar Ualid à tribuna.

Por pouco mais de quinze minutos Ualid descreveu os horrores vividos pelos Palestinos que vivem sob ocupação israelense. “Já é noite na Palestina ocupada e para os palestinos à noite o perigo é maior, pois sob o manto das trevas as forças de ocupação são mais tenebrosas e cruéis: em Gaza porque não há energia elétrica, não há gás, não há comida, não há segurança, não há teto, pois até agora não foram reconstruídas as quase 40% das residências destruídas ou severamente danificadas no morticínio imposto por Israel, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, e neste território cercado desde 2006, no qual tomate só pôde entrar a partir de maio do ano passado e chocolate e brinquedos ainda não podem ingressar a pretexto da segurança do agressor israelense, acreditem, a esmagadora maioria das crianças que se preparam para dormir o farão, daqui a pouco, com medo e fome, diante dos olhares tristes de seus pais, desde há muito desterrados de seus lares”, discursou.

Ualid também lembrou os mais de 600 postos de controle israelenses em terras da Cisjordânia, na Palestina. “As cidades estão cercadas, as pessoas não podem se movimentar de cidade a cidade, de aldeia a aldeia, de vila a vila, às vezes de bairro a bairro, pois o ocupante israelenses os impede de ir e vir, bem como porque suas terras continuam sendo confiscadas, seus olivais milenares erradicados, suas escolas e universidades não raro fechadas, seus recursos hídricos confiscados,  quando não poluídos propositalmente”, comentou.

Mas Ualid também apontou as vitórias do povo Palestino, apesar da ocupação. “Mesmo enquanto refugiados, graças à política da OLP neste sentido, fomos o primeiro povo árabe a erradicar o analfabetismo, feito alcançado, em campos refugiados miseráveis por todo o Oriente Médio. E somos hoje a porção árabe que mais doutorandos tem, quesito no qual, inclusive, superamos os israelenses”, salientou.

Ualid finalizou seu discurso agradecendo a oportunidade e salientou o papel do Brasil, da solidariedade brasileira junto à causa Palestina. “Em termos de Estado, o reconhecimento do Brasil ao estado da Palestina, no fim de 2010, que levou à enxurrada de reconhecimentos, na América Latina, foi fundamental para o atual reconhecimento da ONU. Aliás, o Comitê Brasileiro pelo Estado da Palestina Já, constituído em 2011, foi um dos mais ativos do mundo. E claro, o Paraná dá exemplos. Em 2012, a recepção calorosa, por essa casa, ao Embaixador Palestino, Ibrahim Alzeben, e a aprovação do Projeto de Lei que instituiu o dia 29 de novembro como o Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino”, concluiu.

Foto e texto: Leandro Taques / Deputado Professor Lemos

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